Ao abrir o Jornal da Cidade de Bauru na última segunda-feira, 1/12/2003, e transcorrendo a leitura, me deparei com a coluna “A tribuna do leitor”, na qual um dos artigos era sobre as eleições da OAB, artigo este de autoria de um ilustre colega de trabalho, Venício Augusto Francisco. Tomando conhecimento deste, não pude deixar de prestar minha solidariedade ao ilustre colega e à sua posição. Aliás, me senti na obrigação da solidariedade por imposição de respeito, já que este ilustre colega se mostra digno.
Mais do que advogada, também estou tendo a oportunidade de ser parte num processo, e pude constatar exatamente o que está exposto no artigo em questão. Mesmo conhecendo a doutrina do direito, as regras processuais, regras contratuais, institutos como direito civil, consumerista e constitucional, bem como uma gama de legislações, vi tudo isso ser ignorado. Nem sequer tivemos reconhecida nossa dignidade humana. Sim, vi tudo isto ser negado, aviltado com uma sentença que, como diz Venício, é uma sentença inapta.
Onde está a tão mencionada imparcialidade judicial, posto que constatamos decisões carregadas de influências, ora políticas, ora materiais, ora amigas, ora temerosas? Quero acreditar que a venda é requisito objetivo, e não subjetivo, para que a balança tenha um equilíbrio efetivo. Venício Augusto Francisco, ainda não o conheço, mas já me sinto íntima por compartilhar de sua ideologia e esperança, e a título de seu exemplo de demonstração de coragem e determinação.
Um homem que dá a cara para apanhar é o único a possuir prerrogativas para bater na cara de outro. Venício Augusto Francisco , muito prazer em conhecê-lo.
Dircelei Campos de Assis Ribeiro - DIROAB/SP 213. 878