A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) adiou para o próximo final de semana o teste de proibição do estacionamento de veículos entre as quadras 8 e 13 da avenida Getúlio Vargas às sextas e sábados das 23h às 3h e aos domingos, das 17h às 20h. Quando a proposta for colocada em prática, os automóveis estarão impedidos de parar somente na pista ao lado do aeroporto.
O teste foi prorrogado porque as placas de sinalização, que serão instaladas ao longo da via pública, não ficaram prontas, informa a assessoria de imprensa da Emdurb. A proibição de estacionamento na Getúlio nesses dias e horários tenta resolver o problema de vandalismo na avenida, palco até de um arrastão que vitimou pelo menos sete pessoas, há 20 dias.
Em resposta, a Polícia Militar (PM) intensificou o policiamento na via pública por meio de blitze e abordagens aos menores de idade, que freqüentam o local em busca de diversão. “Vamos continuar com um policiamento mais atuante (na Getúlio Vargas) com vistas principalmente aos adolescentes”, explica o comandante da 1ª Companhia da PM, capitão Benedito Roberto Meira.
No final de semana passado, 31 menores de 18 anos foram interrogados por policiais. Seus dados pessoais e dos respectivos responsáveis foram registrados e conduzidos ao juiz da Vara da Infância e Juventude, Ubirajara Maintinguer. Ontem, ele não foi encontrado para comentar o assunto.
Qualquer adolescente - especialmente aquele que transitar próximo a bares e casas noturnas, andar em grupo, portar mochila, além de ser aparentemente muito novo - está sujeito à abordagem. Conforme o JC publicou, essa iniciativa policial divide a opinião de pais, porém, é aprovada por lojistas e moradores da avenida.
“Nessas três semanas em que o policiamento foi intensificado, (a situação) da Getúlio mudou muito. Mudou para melhor”, reconhece o representante da Associação dos Comerciantes da Avenida Getúlio Vargas, Jefferson Previero.
Na opinião dele, a intensificação do policiamento é a melhor alternativa para resolver o problema de vandalismo no local. Ele teme que a proibição do estacionamento em algumas quadras e horários na Getúlio Vargas prejudique os comerciantes.
“Fizeram uma experiência dessa em Marília e o comércio (daquela via) propriamente dito acabou. As pessoas não entenderam direito ou não leram as placas e deixaram de ir lá. Mas como é um teste, vamos arriscar. Vamos apoiar a polícia, senão, depois fica difícil até cobrar”, conclui.