Um inventário realizado pela Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) no ano 2000 revela que o lixo doméstico gerado em São Paulo está melhor disposto no meio ambiente. De acordo com a companhia, os aterros de lixo doméstico classificados como adequados estão presentes em 30,6% dos 645 municípios paulistas. Em 1997, quando foi elaborado a primeira versão do documento, somente 4,2% deles mantinham depósitos de lixos adequados, um aumento de quase 26%.
A redução, segundo a Cetesb, foi conquistada graças ao programa de orientação e controle junto às administrações municipais, implantado em 97. Dois anos depois da implantação do programa, os “lixões” municipais representavam 50,4%. Em 2000, o número de aterros inadequados reduziu 31,1%.
Na região de Bauru, os municípios estão se adequando, ou tentando se adequar, de acordo com a Cetesb, que promete divulgar até o final do ano, uma lista da situação em 34 municípios, segundo o gerente regional, Rogério Chini.
As prefeituras estão assumindo um compromisso maior com o Estado para a melhoria dos aterros, através dos Termos de Ajustamento de Conduta (TACs), títulos executivos extrajudiciais assinados por elas, onde se define prazos para a regularização ambiental das instalações e destinação do lixo, de acordo com a companhia.
Os TACs têm por objetivo conscientizar e estabelecer parceria entre o Estado e o município para uma solução mais rápida na destinação adequada dos resíduos domésticos. Os procedimentos dos acordos prevêem a regularização ou encerramento dos aterros e lixões, com a implantação de uma solução definitiva.
Em Agudos (18 quilômetros ao Sul de Bauru), cerca de 10 toneladas de lixo orgânico são jogadas ao ar livre, próximo de Borebi. A prefeitura pretende, no próximo ano, contar com o aterro sanitário. Máquinas da administração pública trabalham no local. Um grupo de moradores não concorda com a área escolhida e alega que o aterro vai contaminar as nascentes de água.
Em Piratininga (13 quilômetros a Oeste de Bauru), a Cetesb suspendeu a licença para construção do aterro sanitário, motivada por um movimento de moradores descontentes. A prefeitura tenta vender a área para adquirir outra onde possa ser implantado o aterro. Enquanto a situação não se resolve, o lixo está sendo depositado em valas, sem separação.
A cidade de Cafelândia (83 quilômetros a Noroeste de Bauru) tenta resolver o problema do lixo com a implantação do Centro Integrado de Resolução de Lixo (CIRL), onde os catadores de papel da cidade poderão separar o lixo e comercializar o reciclável, gerando uma renda para eles. Em Lençóis Paulista (43 quilômetros a Sudeste de Bauru), existe uma usina de compostagem e comercialização de reciclável que garante salários de até R$ 400,00 para os antigos catadores de papel.