09 de julho de 2026
Esportes

Futebol amador: Parquinho é o bicampeão da cidade

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 3 min

O Parquinho conquistou o bicampeonato da cidade, ao vencer o Nacional por 2 a 1, de virada. A decisão de ontem pela manhã, no Mirante Ferroviário, foi tensa e teve um grande tumulto quando o árbitro apitou o final do jogo. A torcida do Nacional provocou os incidentes.

O Parquinho foi superior tecnicamente, e mereceu com todos os méritos seu segundo título seguido do Campeonato Amador da Liga Regional de Futebol de Bauru (LRFB).

A partida começou com 20 minutos de atraso, porque os torcedores do Nacional ocuparam um setor da arquibancada que estava reservado aos parquinhenses. Branco, presidente do Parquinho, alegou que de acordo com o que foi combinado, os fãs do seu clube teriam que ficar naquela parte, porque no jogo de ida, lá ficou a torcida rival.

Mas foi um jogo limpo, bom tecnicamente, sem cartão vermelho e com uma arbitragem normal. O Nacional, que entrou nas finais com a vantagem de dois resultados iguais, seria o campeão se desse empate. E logo aos 4 minutos abriu a contagem através de Zé Cláudio. Tanaka aproveitou uma bola perdida pelo Parquinho no meio-campo e fez longo lançamento para a área. A bola bateu em um zagueiro parquinhense e Zé Cláudio, bem posicionado, desviou para as redes: 1 a 0.

O Parquinho não se abateu, saiu logo para o jogo, graças, principalmente, às jogadas feitas pelo lateral-esquerdo Silva, que além de bom marcador, apóia com incrível talento e tranqüilidade.

E de tanto insistir nas investidas, o tricolor do Parque Vista Alegre chegou ao empate aos 27 minutos, num pênalti bem cobrado pelo ótimo atacante Baianinho. O gol do empate deixou o time comandado por Beto mais confiante e ofensivo.

No segundo tempo o Parquinho melhorou a marcação e a qualidade no toque de bola, além de pressionar mais do que o seu leal adversário. O jogo estava bom, quando então alguns membros da torcida organizada do Nacional resolveram tirar o brilho do espetáculo. Uma pedra atirada da arquibancada atingiu um jogador, e o Parquinho ameaçou abandonar o campo. O jogo ficou 20 minutos paralisado. O policiamento, eficiente, recebeu reforço e a partida foi reiniciada.

Os dez minutos finais foram dramáticos, com pontadas perigosas dos dois lados. O lateral parquinhense Neto salvou gol certo, tirando uma bola em cima da risca, num chute de Tanaka.

E quando os torcedores do Naça comemoravam o possível título, Fabinho Ibitinga fez o gol da virada e do bicampeonato, aos 43 minutos, numa jogada coordenada por Silva. Ibitinga partiu em velocidade e encheu o pé para as redes, sem chances para Dida. Nas comemorações do Parquinho aconteceu um sério tumulto, com a invasão do campo.

Parquinho: Paulo César; Neto, Rogério, Frizão e Silva; Fernando (Mineiro), Pereira, Bocão e Lolo (Fabinho Ibitinga); Baianinho (Rodrigo) e Fio (Fabinho Negão). Técnico: Beto.

Nacional: Dida; Rica, Roni, Fabinho e Nescau; Cacau, Tanaka, Adílson e Kika; Zé Cláudio (Elton) e Mona. Técnico: Aparício. Árbitro: Márcio Tragante. Assistentes: Antônio Ramos e Ricardo Garcia.