Toninho Goulart, presidente da Liga Regional de Futebol de Bauru (LRFB) e cotado para ser eleito o dirigente do ano do futebol bauruense, mostrava-se triste com os incidentes, mas ao mesmo tempo satisfeito.
O sentimento de Toninho Goulart, seus companheiros de diretoria e dos dirigentes dos dois clubes era o do dever cumprido.
“É até provável que alguém nos critique, mas estamos com a consciência tranqüila, porque temos certeza que fizemos um campeonato vibrante, competitivo, tudo com transparência, como é o lema na Liga Regional. Lamentamos, mas para o nosso conforto, os incidentes não foram provocados pelos verdadeiros e grandes nacionalistas”, disse Goulart.
Vadão, diretor de esportes do Nacional, foi a única pessoa que fez o uso da palavra durante a premiação. O dirigente pediu desculpas pelo tumulto e lembrou que durante o jogo nada de mal aconteceu com os jogadores das duas equipes e com o trio de arbitragem.
“Recebo com o orgulho esse troféu de vice-campeão e cumprimento o Parquinho pelo título. Infelizmente a gente não queria um final de campeonato dessa forma, mas não foi culpa nossa”, disse Vadão, explicando que segurar torcedor briguento é quase impossível.
O radialista e membro do comando do Nacional, Zé da Barca, condenou os atos de vandalismo. Não afirmou, mas deu a entender claramente que o tumulto foi de uma torcida de aluguel.
“Vamos escolher melhor nossos torcedores. O que aconteceu hoje (ontem) vai servir de exemplo para o futuro”, disse Zé da Barca.
No Parquinho, o técnico Beto, que é um dos ‘cardeais’ do clube, era o mais emocionado. Beto chegou a chorar de emoção e fez rasgados elogios ao time todo, pela aplicação tática e poder de reação. E preferiu não comentar o ato impensado dos ‘hooligans’.
“A alegria por esse bicampeonato é muito grande, faz a gente esquecer as coisas desagradáveis”, afirmou o treinador, elogiando os torcedores do Parquinho e os atletas do Nacional por não terem apelado para qualquer tipo de antijogo na grande final.
“Foi um ótimo campeonato e cumprimos nosso grande objetivo em 2003. Agora é só festa”, disse Branco, presidente do Parquinho.