08 de julho de 2026
Polícia

CDP recebe presos de Bauru e região

Diego Molina
| Tempo de leitura: 1 min

A situação no Centro de Detenção Provisória (CDP) é um pouco diferente das penitenciárias, mas o perfil dos homens que passam por ali é similar. De acordo com o diretor Plínio Martins Moraes, não há estatísticas concretas dos presos por conta da rotatividade grande no CDP, motivada pelos pedidos de liberdade provisória ou relaxamento de flagrante.

“A unidade é grande, temos em média 860 presos de Bauru e de toda a região. Mas percebemos que a maioria é de jovens entre 20 e 30 anos”, diz.

O CDP foi construído para substituir as cadeias públicas da região. Os presos são homens autuados em flagrante ou que estão detidos por conta de um mandato de prisão. Em Bauru, eles são recolhidos para a Cadeia Pública de Avaí e uma vez por semana, transferidos para o órgão.

Moraes observa que, diferente do que ocorre nas penitenciárias, não há tempo para a realização de um trabalho de acompanhamento com os presos. Ele pondera que nem mesmo um acompanhamento psicológico é possível de ser feito com os presos, devido à incerteza do tempo que cada um ficará recluso.

“Não temos espaço para montar atividades. Procuramos colocar para trabalhar aqueles já condenados e que aguardam vagas em presídios, que precisam ocupar a mente. Colocamos em setores de trabalho que criamos, na faxina do prédio, na manutenção, como auxiliar de alimentação, na separação do lixo reciclável. Mas é só isto que podemos fazer”, afirma o diretor.