Crianças desnutridas, mal-alimentadas e com anemia são mais suscetíveis a complicações resultantes de catapora. O chefe do Pronto-Socorro Infantil, Edison Giacomini Filho, informa que a catapora, que se torna mais comum nesta época do ano, pode acometer o pulmão, que seria a complicação mais freqüente, atacar o sistema nervoso ou provocar meningite.
“Normalmente não há complicações, mas a catapora pode evoluir para um quadro mais complicado, necessitando até de internação”, diz.
Giacomini afirma que a catapora, apesar de não ser uma doença sazonal, é mais comum nesta época do ano, na transição da primavera para o verão. O aumento de casos nas unidades de saúde e hospitais é natural. Ela dura de sete a dez dia, e os primeiros sintomas são parecidos com os da gripe.
“Ela começa com febre, tosse, coriza, mal-estar e até vômitos. Depois de um ou dois dias, começam a estourar as vesículas, características da catapora”, explica.
A primeira orientação ao notar estes sintomas é procurar uma unidade de saúde ou pronto-socorro. Segundo Giacomini, se a criança apresenta febre alta e gripe, a possibilidade de catapora nunca deve ser descartada.
“Não há medicamento específico, pois ela é causada por um vírus que não tem medicação. Temos, sim, medicação de suporte, para cortar a febre, o tratamento com sabonete antiséptico para evitar infecções, e muito repouso”, orienta.
O médico ressalta que existe vacina para a catapora, porém ela não está disponível no Sistema Único de Saúde, apenas em consultórios e clínicas particulares.