O número dos telefones de 47 prédios públicos municipais de Bauru vai mudar a partir de amanhã. Com o orçamento no vermelho, a prefeitura vai substituir ramais por linhas individuais como medida de contenção de gastos. O objetivo é economizar cerca de R$ 60 mil mensais com assinaturas telefônicas.
Excluindo os pulsos, um ramal custa ao município por mês em torno de R$ 360,00, enquanto a assinatura de uma linha individual sai por aproximadamente R$ 45,00, informa o chefe do Gabinete, Antonio Sérgio Marsola.
Os custos são pagos à Telefonica, que foi procurada pela prefeitura para encontrar uma alternativa que aliviasse os cofres públicos, sem prejudicar o atendimento. O contato foi ratificado pela assessoria de imprensa da empresa, que não confirmou os valores cobrados pelos serviços oferecidos.
“Já vínhamos estudando uma forma de conter gastos. Ainda não temos um plano definido, mas recomendamos (aos servidores) economia de telefone, energia e combustível. Do total de quase 300 linhas particulares (ramais), 124 serão substituídas pelas individuais”, explica Marsola.
De acordo com ele, a segunda etapa de alterações deve ocorrer em aproximadamente um mês. Nesta primeira fase, serão trocados os números dos telefones dos locais com até três ramais, ou seja, onde não há necessidade de uma outra central telefônica pelo sistema PABX, como é o caso de escolas, núcleos de saúde, ginásios de esporte, museus, creches e regionais administrativas.
Durante o período de transição, as quatro telefonistas da prefeitura poderão esclarecer aos munícipes sobre os novos números, já que não haverá a gravação da Telefonica informando sobre a mudança.
De acordo com a assessoria de imprensa da empresa de telefonia, a administração municipal não solicitou a mensagem da operadora informando sobre a alteração, embora Marsola garanta o contrário. Unânime, apenas a garantia de que a substituição será simultânea e de que o serviço de telefonia não será interrompido em nenhum prédio público.
Pelo serviço, a Telefonica cobrará R$ 74,00 de taxa de instalação, valor que virá na primeira conta dos novos números. Por essa razão, o chefe de Gabinete espera uma economia mais drástica a partir do segundo mês de alteração do sistema de telefonia.
“Temos também um serviço de controle de interurbanos, que são bloqueados. Até algumas ligações externas (também são bloqueadas)”, acrescenta, sem apresentar números referentes aos gastos da administração municipal com telefonia.
Na opinião de Marsola, a troca de ramais por linhas individuais também irá desafogar o sistema telefônico da prefeitura. Da forma como funciona hoje, o fluxo de ligações internas entre os servidores públicos impede que as ligações externas sejam completadas.
• Serviço
Em caso de dúvida, o munícipe pode ligar para a prefeitura através do telefone (14) 3235-1000.
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Demora
A medida de contenção de gastos que a administração municipal de Bauru vai adotar com as alterações no sistema de telefonia poderia ter sido adotada há pelo menos dois anos, época em que a Prefeitura de Jaú providenciou as mesmas mudanças.
“Por falta de uma assistência especializada, deixaram de economizar uma fortunazinha”, comenta um especialista em telefonia que providenciou as instalações na cidade vizinha, mas preferiu não se identificar.
Porém, o chefe de Gabinete da prefeitura de Bauru, Antonio Sérgio Marsola, garante que a iniciativa só não foi adotada antes porque a empresa de telefonia não dispunha de linhas suficientes para viabilizar a mudança.
“A gente sempre sugeriu medidas de contenção de gastos que não onerassem o servidor. Essa seria uma alternativa, que poderia ter sido usada antes, assim como a redução dos cargos de confiança e o agrupamento de secretarias”, diz a diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm), Sonia Carvalho.
Alegando problemas de caixa, a administração municipal deixou de efetuar alguns repasses, como a cota patronal e a do valor descontado da folha de pagamento do servidor para Fundação de Previdência (Funprev).