A Academia Bauruense de Letras (ABL) realizou recentemente sua eleição interna, que escolheu a diretoria da instituição para o biênio 2004/2005. O atual presidente, Munir Zalaf, foi reeleito e vai coordenar a nova equipe composta por nove integrantes. A solenidade de posse está marcada para maio do próximo ano.
Além de Munir, a diretoria será formada por Josefina de Campos Fraga (secretária geral), Joaquim Simões Filho (primeiro secretário), Vânia Maria Menezes de Figueiredo (segunda secretária), Darci Ferreira da Luz (primeiro tesoureiro), José Paulo Alves Fusco (segundo tesoureiro), Orminda Machado de Camargo (bibliotecária), Caleb Patrício de Barros (presidente da comissão de contas), Marina Ramires Monteiro Cardoso e Antônio Valentim Rufatto (membros da comissão de contas).
De acordo com Munir, entre os principais planos da nova diretoria destacam-se a aquisição de uma sede própria, já que as reuniões - agendadas para toda segunda quarta-feira do mês - são realizadas na biblioteca da Secretaria Municipal de Cultura (SMC).
“O problema é financeiro, temos um projeto, mas precisamos acumular valores para que possamos comprar nossa sede. Ela vai, entre outras atividades, abrigar nossa biblioteca. É um sonho que vai se transformar em realidade no próximo biênio”, diz o presidente eleito.
Além da aquisição de uma sede, outro projeto da instituição é a criação do prêmio “ABLetras”, que, segundo Munir, vai laurear pessoas que contribuíram para o desenvolvimento de atividades literárias em Bauru. Entre eles, poetas, romancistas, jornalistas e profissionais das áreas humanas, excluindo os membros da Academia.
“Os nomes serão indicados por uma comissão formada por acadêmicos e não-acadêmicos. O prêmio será bienal e a solenidade será promovida no mesmo dia da posse de cada nova diretoria”, explica Munir, ressaltando que a primeira edição do evento está marcada para maio de 2004.
Segundo o presidente, durante a solenidade, a Academia deverá empossar novos membros. “Temos algumas cadeiras disponíveis e já estamos analisando currículos e obras de escritores”, destaca Munir. Contando com 80 vagas, a casa possui atualmente 44 membros - escolhidos por indicações de outros integrantes.
Fundada em 1993, a instituição tem como objetivo preservar a língua portuguesa e a literatura por meio de eventos culturais e a divulgação dos trabalhos dos acadêmicos desenvolvidos nas áreas de verso, prosa, ensaio, conto e trova. Com mais de 60 livros publicados, a Academia possui obras premiadas no Brasil e no Exterior.
Como acontece na Academia Brasileira de Letras, cada cadeira da instituição local recebe o nome de uma personalidade famosa da literatura brasileira. Entre os patronos da ABL estão nomes como o do poeta Rodrigues de Abreu, o educador José Aparecido Guedes de Azevedo e o dramaturgo Mauro Rasi, entre outros.
Os integrantes da Academia são divididos em quatro categorias. A principal é composta por 25 membros efetivos, que têm que ser, necessariamente, bauruenses. A segunda classe é formada por dois membros honorários - pessoas que têm representatividade na cidade e se destacam em alguma área de conhecimento.
Os literários que se interessam pelo trabalho da ABL, mas não residem em Bauru, integram a terceira categoria, composta por 10 membros correspondentes. Nessa classe está, por exemplo, o jornalista Lucius de Mello. A quarta categoria é formada por membros agregados, reunindo acadêmicos que não possuem condições de freqüentar as reuniões. Atualmente, a Academia possui sete pessoas nesta classe.