08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Faltou coragem


| Tempo de leitura: 1 min

Não tenho muita certeza, mas parece-me que foi o vereador Rodrigo Agostinho quem propôs que se multassem os munícipes bauruenses que desperdiçassem água, varrendo calçadas com mangueiras de esguicho.

A proposta, apresentada sob a forma de projeto de lei, não foi aprovada, como deveria ter sido. E não foi, porque as pessoas que geralmente não se preocupam com as necessidades do próximo, são aquelas que tudo têm e no seu egoísmo e mesquinhez, acham que pagam e que podem tudo. Essas pessoas, repito, egoístas e mesquinhas, nem sequer se lembram que o bem comum se sobrepõe ao bem particular; não importa que o sujeito de maior poder aquisitivo pague pela água que consome e ele pode consumir bastante porque tem dinheiro para pagar; só que ele se esquece que, quando vier a faltar, por culpa de seu desperdício, faltará para ele também.

E aconteceu que a lei que seria tão benéfica a todos nós, castigando o bolso que é onde mesmo os ricos mais sentem, não logrou vir a ser aprovada, com certeza porque a maioria dos vereadores bauruenses ficou com receio de perder votos da classe A, a mais provável desperdiçadora de água nas calçadas. Enfim, senhores, o que eu quero dizer é que uma lei benfazeja, que traria benefício a todos, deixou de ser aprovada na Câmara Bauruense, por falta de coragem dos nossos edis que temem o poder do dinheiro e do status da sociedade bauruense.

Isolina Bresolin Vianna - Associação Paulista de Imprensa n.º 1333