10 de julho de 2026
Política

Avenidas vão ocupar vazios urbanos

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Os projetos de construções de duas grandes avenidas e mais o prolongamento de uma outra vão integrar o Norte e o Sul de Bauru e desafogar a crescente demanda de trânsito na região Oeste. A implementação dessas obras vão constar no novo Plano Diretor da cidade que começará a ser elaborado a partir da próxima semana por um grupo de trabalho. Ontem, o prefeito Nilson Costa (PTB) conversou com os integrantes do grupo.

As atividades vão ser coordenadas pela arquiteta Maria Helena Rigitano, que se licenciou do cargo de secretária de Planejamento para assumir a função no grupo. Outros cinco servidores de carreira integram a equipe: Valcirlei Gonçalves da Silva, Marina Lopes Miranda, Andréia Oliveira Ortolani, Franciluz Mariano Malta e Richard Avante.

A construção das avenidas será um desafio para as próximas administrações municipais. Uma delas, o prolongamento da Nações Unidas Norte, vai interligar a região do Terminal Rodoviário com a rodovia Bauru-Marília, numa extensão aproximada de 3,5 quilômetros ao custo estimado de R$ 16 milhões.

A via, no sentido Centro-bairro, vai margear um imenso vazio urbano que separa, de um lado, a Vila Seabra, altos do Jardim Bela Vista, Jardim Petrópolis, Alto Alegre e Núcleo Fortunato Rocha Lima, de outros bairros, dentre os quais Parque São Geraldo, Jardim Godoy, Santa Cecília, Vila Garcia e Jardim TV.

O projeto prevê a construção do Parque Água do Castelo, como opção de lazer aos moradores da região. Segundo Maria Helena, o governo do Estado tem cópia do projeto do prolongamento da Nações Unidas até a Bauru-Marília. Há interesse tanto do município quanto do governo em viabilizar a construção da avenida, que vai se tornar mais um acesso da rodovia Bauru-Marília até o Centro da cidade.

Água do Sobrado

Outra importante avenida que vai constar no novo Plano Diretor será a da Água do Sobrado, que será inserida - respeitando a legislação ambiental - na região cortada pelo córrego do mesmo nome. Seu começo está previsto na área da rotatória Shugiro Otake, também conhecida como praça do Relógio de Sol. Deverá ter uma extensão aproximada de 2,5 quilômetros. Não há previsão de custos para a obra.

A região Oeste de Bauru, na qual pretende-se implantar a via, já é considerada uma das mais populosas devido à expansão imobiliária.

A região tem como ligações com o Centro a avenida Castelo Branco - com opções de duas mãos de direção - e a rua Bernardino de Campos, com a mesma condição. A primeira já apresenta claros sinais de saturação. A constatação também aplica-se à segunda.

Tanto a Castelo Branco quanto a Bernardino de Campos operam com mão dupla de direção. Isso ocorre porque não há como as vias operarem em mão única, o que provocaria transtornos para o deslocamento dos moradores daquela região da cidade.

Com a construção da avenida Água do Sobrado, projeta-se a implantação de um binário, ou seja, a Castelo Branco e a Bernardino de Campos vão poder operar em mão única - uma vai funcionar no sentido Centro-bairro e a outra bairro-Centro.

Água Comprida

A viabilização da avenida Água Comprida será um dos maiores desafios das próximas gestões municipais. Com extensão aproximada de seis quilômetros, a via vai nascer na Região Sul da cidade, proximidades do campus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e rasgará em direção a Região Norte, atravessando áreas sem urbanização.

O custo das obras ainda não é conhecido. Também está prevista a construção do Parque Água Comprida, ao lado dos condomínios Camélias e Flamboyant.

Seu itinerário vai seguir as margens do córrego Água Comprida, sempre respeitando a preservação mínima de 30 metros de cada lado distantes do canal, conforme prevê a legislação ambiental. Suas pistas vão encontrar a avenida Nuno de Assis, já na região dos núcleos habitacionais Beija Flor e Mary Dota.

A Água Comprida vai interceptar outras grandes avenidas: Nações Unidas, Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves. Portanto, vai servir como escoamento do trânsito na interligação de bairros de regiões opostas.

Maria Helena esclarece, no entanto, que os projetos não têm data para serem viabilizados e muito menos inaugurados. A maior dependência está relacionada a liberação de recursos.