A falta de acabamento nas calçadas do trecho recém-duplicado da avenida Getúlio Vargas tem gerado reclamações por parte de pessoas que fazem caminhadas ou cooper no local. Elas alegam que o piso rústico é uma ameaça aos freqüentadores da região, que podem tropeçar e cair facilmente devido à enorme quantidade de pedras soltas, buracos e desníveis.
“Muitas pessoas acabam descendo da calçada para andar pela rua, no meio dos carros. E isso é muito perigoso, porque os carros que saem da rotatória viram quase em cima das pessoas. Não sei como ainda não aconteceu um acidente ali”, salienta o bancário aposentado Gonçalo José de Oliveira, morador do bairro.
“A prefeitura diz que é provisório, que é só um contrapiso e vai ser tudo revestido, mas está assim há mais de um mês e não se fez mais nada. E ali tem muita gente que caminha à noite. É um perigo afundar o pé num daqueles buracos”, salienta.
O comerciante aposentado Joel Álvares Spin, 66 anos, concorda. Ele afirma que muitas vezes caminha pela pista, principalmente após uma chuva, quando a água carrega terra da obra para a calçada, transformando-a num escorregadio lamaçal.
Para a advogada Gláucia Alves da Costa, 32 anos, a situação causa um certo dilema. Ela conta que prefere permanecer sobre a calçada por questão de segurança. No entanto, adverte que um piso tão irregular represente risco iminente de quedas, especialmente para pessoas de idade avançada.
“Corro aqui diariamente há dois anos. Nesse trecho, eu corro pelo asfalto, porque a calçada está muito precária”, justifica o professor Sinuhe Daniel Preto, 41 anos.
Ele comenta que a duplicação é um benefício importante para o bairro, mas que a obra foi entregue ainda inacabada. “A meu ver, foi um contra-ataque do prefeito a todas as críticas que ele sofreu. Nesse sentido, ele foi até ousado e está mostrando serviço, mas falta acabar”, afirma.
Professora de educação física, Ana Lúcia Mariano destaca que o piso atual é inadequado para a atividade física e facilita a ocorrência de lesões, principalmente por tropeços e quedas.
“Minha esperança é que haja um revestimento ainda até o final da obra, porque muitas pessoas vêm caminhar nesta região. Durante uma caminhada ou corrida, a atenção da pessoa deve estar apenas nos seus passos. Não dá para fazer um exercício preocupando-se com buracos e pedras soltas”, lamenta.
Para muitos, o poder público precisa investir mais em espaços de lazer para Bauru. “Como em Marília, onde a prefeitura adaptou a avenida das Esmeraldas para esse fim. É uma avenida bonita também, gostosa e que está melhorando a cada dia. A prefeitura sempre teve a preocupação de fazer marcações, limpar regularmente e oferecer segurança, com guardas de bicicleta circulando o tempo todo”, compara a secretária executiva Cinzia Ferrari.
Sinuhe Preto sugere que o município invista mais nas áreas que têm, como o parque Vitória Régia e os bosques. Segundo ele, seria importante cuidar dessas áreas e promover atividades recreativas aos finais de semana para incentivar a prática exercícios.
“É ruim para a gente, que nasceu e cresceu aqui, ver Bauru perdendo para cidades menores. Posso citar, por exemplo, Limeira, com 200 mil habitantes, e Americana, com 250 mil habitantes, que nos superam facilmente com seus centros de lazer. É realmente muito frustrante”, acrescenta.
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