09 de julho de 2026
Articulistas

Riqueza indescartável


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É sabido que ele se encontra na amplíssima região setentrional da América do Sul. Sabe-se, também, que ele é fartamente banhado pelo volumoso rio que tem o seu romântico nome. O que mais, porém, sabem os brasileiros sobre o Amazonas como território, como Estado e como Economia? Praticamente quase nada porque até mesmo os que o visitam voltam de lá pouco cientes a respeito de suas reais potencialidades. Vêem o que vêem, tornam-se admiradores do que viram e deixam o resto para lá, quase não tendo assunto para trocar idéias a respeito dos seus contatos com o resto do Brasil. Onde a razão do total desconhecimento sobre o que existe em cima daquele fabuloso torrão, enfeitado por uma floresta de árvores valiosíssimas em função de sua importância geo-física? Comenta-se debitando o problema à carência de maior divulgação do Estado, pois quem não vê cara não vê coração, cuja pujança fica escondida na falta de um retrato de seu corpo inteiro, substituído que está por traços bem apagados e, então, pouco visíveis por todos os patrícios, eis que destituídos de suficientes ensinos escolares, assim como de promoções obrigatórias de parte dos poderes públicos, dotadas de dimensões bastantes para que ninguém deste País desconheça a sua vigorosa realidade, colabore no que possa para que a descomunal região se inclua no pH do resto nacional e, ao mesmo tempo, se coloque defensivamente contra os múltiplos simpósios que se realizam em outras nações com o pecaminoso objetivo de inibir decisões do governo brasileiro sobre a divulgação e o aproveitamento econômico da imensa área, a qual, ao invés de ser castigada com a devastação e incêndio de suas matas, merece ser aproveitada positivamente para aumentar sua riqueza.

É incontestável que sabemos muito pouco a respeito daquele Estado e isso favorece pressões dos outros povos, interessados em sua exploração. Teríamos de defender mais, com coragem patriótica, o que é absolutamente nosso, incontestavelmente nosso, senhor Presidente, despertando de seu sono as nossas ONGs, a fim de que funcionem a inteiro contento. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

Ao prezadíssimo amigo Alcides Franciscato agradecemos e retribuímos efusivamente o honroso telegrama que nos enviou, no qual bondosamente diz: “Desejo ao ilustre amigo e excelentíssima família um feliz Natal e um ano de 2004 repleto de saúde, paz e prosperidade. Abraços!"