Morador em Bauru há 33 anos, tenho acompanhado seu desenvolvimento, notando os esforços que são despendidos por seus administradores no sentido de que se resolvam vários problemas, notadamente os relacionados ao trânsito. Como tantos outros, como morador e contribuinte, há muito tempo passei a considerar-me um cidadão bauruense por adoção, mesmo porque aqui nasceram e foram criados meus filhos, bauruenses de coração. Por isso mesmo me permito a emitir opiniões, o que faço através da democrática coluna “A Tribuna do Leitor” do JC. No que tange ao Plano Diretor da cidade, cujo projeto está sendo articulado, posso dizer que desde que aqui aportei tenho comentado que deveria ser providenciada a mudança da passagem dos trilhos de estradas de ferro, do centro da cidade para a região periférica, visto que já se constatava que causavam o estrangulamento do trânsito e uma inusitada separação entre bairros populosos e o centro da cidade. Esta afirmativa pode ser conferida pela visualização do mapa da cidade. Outros inconvenientes se faziam notar, como as necessárias cancelas e até a existência de uma plataforma elevada para transposição da via férrea (podem chamar de viaduto) sobre a avenida Nações Unidas (proximidade da Estação Rodoviária), cuja construção segundo dizem, atendeu a exigência de nivelamento dos trilhos, determinando o rebaixamento da avenida, provocando perigosas inundações locais por falta de melhor escoamento de águas pluviais. Além da provável solução de problemas de tráfego e pontos de inundação, há que ser considerada também a questão da estética da cidade. Acredito que no lugar que serve de leito das ferrovias, poderiam ser construídas amplas avenidas, as quais além de proporcionar a provável solução de problemas de tráfego e pontos de inundação, se acrescentaria um indubitável fator estético proporcionando um acréscimo de embelezamento de nossa querida cidade. Outras cidades já adotaram providências idênticas, constatando-se grande benefício pelo empreendimento. As dificuldades burocráticas e financeiras podem ser resolvidas com a participação do município, Estado e a sociedade em geral. É nossa modesta opinião, como bauruense de coração. (João José de Lima - Jota - RG 3.776.025)