08 de julho de 2026
Regional

Cabrália quer realizar partos na cidade

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Um mini-hospital com cerca de 500 metros quadrados que possa atender as urgências e fazer os partos é o que precisa a cidade de Cabrália Paulista (45 quilômetros a Oeste de Bauru). O prefeito e o secretário de Saúde do município já enviaram o projeto de acabamento das obras, iniciadas há 18 anos, mas ainda não receberam o aval da Secretaria Estadual da Saúde e nem do Ministério da Saúde.

Foi há quase 20 anos que teve início a construção do mini-hospital. As obras foram paralisadas por falta de verba e hoje, pelos cálculos da prefeitura, seriam necessários cerca de R$ 200 mil para terminar. Um outro recurso, da ordem de R$ 150 mil, é preciso para equipar o mini-hospital.

A falta de um local adequado para atendimento de pequenas cirurgias e partos faz com que os cabralienses nasçam em Duartina. Isso em situações normais. Os casos delicados, que exigem mais atenção, são encaminhados para a Maternidade Santa Isabel de Bauru.

O coordenador da Saúde, Carlos Eduardo da Silva, reclama. “O índice de natalidade é grande, mas o índice de pessoas nascidas aqui é zero.”

Embora a cidade fique a 11 quilômetros de Duartina (40 quilômetros a Oeste de Bauru), ele admite que casos mais delicados são agravados durante o transporte. “Já ocorreram casos de que o agravamento da doença poderia ser evitado. Um mini-hospital resolveria os nossos problemas.”

Plantão 24 horas

Como nos demais municípios que não possuem hospitais, Cabrália Paulista mantém um plantão de serviços de ambulância 24 horas. “Não temos médico morando na cidade. O profissional fica na unidade de saúde até as 19h.”

A unidade de saúde mantém ainda o plantão de uma enfermeira para analisar os casos e encaminhar para Duartina ou Bauru.

Quando a emergência é um incêndio, por exemplo, a alternativa do município é acionar a Defesa Civil. “Temos uma equipe bem estruturada, mas se o incêndio for de grandes proporções temos que acionar Bauru para fazer o atendimento.”

Sem recursos próprios

Terminar as obras e colocar o mini- hospital em funcionamento é um sonho para o atual prefeito, Nelson Gebara. “Nós já enviamos o pedido de recursos para o Estado, Brasília e para alguns deputados, mas não obtivemos resposta”, reclama.

Ele acha que os cerca de R$ 200 mil necessários para terminar a obra é uma verba que o município não tem capacidade para angariar. “O município não tem recursos para isso. Só com a ajuda estadual ou federal é que poderemos colocar o mini-hospital para funcionar,” lamenta.

Pelo projeto, o novo equipamento de saúde deve ter quatro enfermarias destinadas e separadas para atendimento de adultos e crianças, além de vestiário, almoxarifado, lavanderia, banheiros, cozinha etc.

Bombeiros

A sede do 12.º Grupamento de Bombeiros de Bauru atende cerca de 70 cidades vizinhas com cinco postos distribuídos na região. Em Lins, Jaú, Botucatu, Avaré e Piraju há postos de bombeiros que dão conta dos atendimentos de pequeno porte. Se o incêndio for de grandes proporções, eles pedem reforços para Bauru.

O atendimento da Unidade Resgate do Corpo de Bombeiros é feito normalmente nas rodovias que cruzam a região. O atendimento nas cidades nem sempre é possível porque o “tempo resposta” acaba sendo muito maior do que o proposto pelo serviço. Mas se necessário for, a viatura pode se deslocar até uma cidade vizinha, avisa o comandante interino da 1.ª Cia, tenente Flávio Aparecido Pereira.

Ele lembra que, em casos de acidentes em rodovia, não é só a UR que se desloca de Bauru para o atendimento. “Se há vítimas presas nas ferragens outra equipe vai para o local.”