Ele administra plantações de videiras e supervisiona a transformação da fruta na bebida. Como viticultor, acompanha a preparação do terreno, a escolha das cepas, o plantio e o crescimento das parreiras, supervisiona a colheita e a separação das uvas de acordo com sua finalidade. Pesquisa aditivos orgânicos e implementa tecnologias para otimizar a lavoura e preservar o meio ambiente.
Como enólogo, seleciona os cachos e acompanha os processos de maceramento e de fermentação da fruta, controla as graduações de álcool e de açúcar na bebida, bem como sua conservação, seu engarrafamento e sua rotulagem.
O curso
Há dois grupos de disciplinas. No de viticultura, cujos temas centrais são a uva e a videira, aprendem-se microbiologia, estudo dos solos, formação de mudas na videira, métodos de prevenção de pragas, técnicas de plantio e de colheita da fruta e extensão rural. Em enologia, aprende-se tudo sobre a produção de vinhos: química, economia e planejamento vinícola, controle de temperatura e dosagem de componentes, entre outras matérias. Também são conhecidos os tipos de uva e de vinho e as principais zonas de plantio e produção vinícola no Brasil e em outros países. O estágio, de seis meses, é obrigatório e pode ser feito no exterior, já que a única escola a oferecer esse curso, até o início de 2003, o Cefet - Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, mantém convênios com escolas e cantinas da França, Itália e Argentina. Duração média: três anos.
____________________
Mercado de trabalho
O tecnólogo que se dedica às atividades da enologia se encontra bastante valorizado no mercado. Com o crescimento das vendas de vinhos nacionais, as regiões produtoras de uva e vinho, como Bento Gonçalves (RS), e algumas áreas do Paraná, de Santa Catarina e de Pernambuco, são sinônimo de ofertas de emprego para esse profissional. Salário médio inicial: R$ 700.