08 de julho de 2026
Geral

SBC quer melhorar hospital do Paiva

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de 60 anos, o Hospital Psquiátrico da Sociedade Beneficente Cristã (SBC) está mudando de nome. Hoje, às 20h, no anfiteatro da Universidade do Sagrado Coração (USC), uma cerimônia irá lançar oficialmente a denominação “Centro de Tratamento e Reabilitação em Saúde Mental Sebastião Paiva”.

A diretora do centro, Estela Rueda, afirma que a alteração tem como objetivo caracterizar a remodelação que o processo de tratamento dos pacientes vem sofrendo ao longo dos últimos anos. “Queremos mostrar para a população que o hospital não segue mais aquele modelo antigo, manicomial”, declara.

Segundo ela, esse modelo vem sendo aperfeiçoado gradativamente desde 1992. “Foi quando a própria Secretaria Estadual da Saúde implantou a remodelação na área de saúde mental”, explica.

O centro abriga atualmente 258 pacientes, que moram na instituição. O número é ligeiramente superior à capacidade do local. “Temos 230 vagas para pacientes crônicos e outras 20 vagas para pacientes agudos”, revela a diretora.

Rueda conta que, por enquanto, não há previsão para ampliar essa capacidade. “O que pretendemos é diminuir o número de pacientes crônicos, com a reabilitação e retorno deles para a família e a sociedade. Isso abriria mais vagas para os pacientes agudos”, diz.

Recursos

O presidente da Sociedade Beneficente Cristã, Arlindo Figueiredo, afirma que o evento de lançamento do novo nome também tem como objetivo sensibilizar empresários bauruenses para que contribuam com o centro de tratamento e reabilitação, que conta com 193 funcionários.

Figueiredo, que está no cargo há três meses, revela que está fazendo um estudo da contabilidade da SBC para buscar maneiras de garantir que a instituição se torne auto-sustentável financeiramente. â€œÉ um desafio, mas estamos organizando as coisas paulatinamente para conseguir vencê-lo”, declara.

O presidente diz que tem uma ligação sentimental com a entidade. “Acompanhei o processo de formação desde o início, porque meu pai foi um dos fundadores. Quando fui convidado a assumir o cargo, não poderia deixar de aceitar esse desafio”, conta.

Além do centro de tratamento e reabilitação em saúde mental, a SBC também mantém dois abrigos para idosos, um feminino e outro masculino, e um espaço para portadores de deficiência mental moderada.