08 de julho de 2026
Polícia

PM quer ampliar proibição de estacionar

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

A Polícia Militar (PM) vai tentar estender até as 22h a proibição de estacionar entre as quadras 8 e 13 da avenida Getúlio Vargas aos domingos, para evitar a concentração de veículos e pessoas na via, visando reduzir vandalismo e violência. No final de semana passado, quando a proibição funcionou pela primeira vez, em caráter de teste, estava proibido estacionar das 17 às 20h no domingo.

O comandante da Base Comunitária de Segurança Sul, tenente João da Costa Duarte, avalia como positivo o reflexo da adoção da medida, mas acha que no domingo o horário precisa ser estendido porque, em função do horário de verão, as pessoas ficam até mais tarde na rua. “No horário de verão, o movimento começa por volta das 20h, quando já é permitido estacionar”, aponta.

A ampliação do horário proibido de estacionar aos domingos será solicitada ao Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) Sul e à Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) ainda nesta semana. Nas sextas-feiras e sábados deve permanecer a proibição das 23h às 3h.

A medida foi testada pela primeira vez no final de semana passado, quando a PM não registrou ocorrências graves na região da avenida, que é atualmente o principal ponto de encontro de jovens na cidade. A proibição foi adotada justamente para tentar minimizar os atos de vandalismo, algazarra, infrações e roubos no local.

As estatísticas da PM apontam que apenas sete veículos foram multados por estacionamento irregular e seis automóveis foram guinchados e apreendidos em todo o final de semana. Nos três dias, de 21 a 28 policiais foram designados para patrulhar a avenida e as ruas adjacentes, também para evitar roubo e arrombamento de carros estacionados.

“Esta medida foi ótima. Ajudou bastante os policiais, não tivemos ocorrências graves, o trânsito fluiu bem melhor do que em outros dias”, afirma Costa Duarte.

As opiniões dos comerciantes da Getúlio Vargas sobre a medida são bem divididas. Jefferson Previero, dono de uma pizzaria na quadra 10 da avenida, comenta que a proibição em estacionar deixou alguns clientes nervosos e irritados. “Até o movimento na casa foi um pouco prejudicado, porque os clientes não encontravam lugar para estacionar. E as pessoas que já estavam na casa ficaram inseguras, tiveram de sair para mudar os carros de lugar”, relata.

Ele afirma que no domingo, a concentração de pessoas só começou após as 20h, quando já era permitido estacionar entre as quadras 8 e 13, ao lado do aeroporto. “Se você perguntar se a situação melhorou, eu digo que está tão bom quando começou o policiamento mais ostensivo. O que faz a diferença é o policiamento, que diminuiu o vandalismo e a algazarra, e não esta medida”, diz o comerciante.

Na opinião de Previero, a solução ideal seria liberar o estacionamento nas sextas-feiras e sábados, e proibi-lo apenas no domingo, porém dos dois lados da avenida.

Já Antônio Augusto Gomes, proprietário de uma farmácia na quadra 6 da Getúlio, afirma que a medida provocou uma mudança no movimento para as quadras onde as pessoas ainda podiam estacionar. “Houve a proibição do estacionamento como se todo o problema se limitasse aos veículos. Mas muitas pessoas ficam na avenida tomando cerveja, circulando a pé, e como havia uma fiscalização intensa a partir da quadra 8, todo esse pessoal ficou concentrado nas quadras anteriores, como na porta do meu estabelecimento”, relata.

Ele comenta que os funcionários não tiveram nenhum tipo de problema, porém alguns clientes não conseguiram parar no estabelecimento por conta da concentração de pessoas.

“A medida do estacionamento proibido resolve o problema dos carros, que ficam com som alto. Mas a freqüência e o comportamento das pessoas, que ficam bagunçando e bebendo, continua o mesmo”, declara Gomes.