09 de julho de 2026
Articulistas

Profecias irrealizáveis


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Quase nada do que astrólogos e/ou adivinhos prevêem acontece como manda o figurino ou sucedâneos. Pensando inteligentemente, porém, se a maior parte das previsões astrológicas viesse a entrar na realidade o que seria do mundo com a imensidade de povos que possui? Garanta-se que estaríamos todos imersos em uma aura de felicidades e infelicidades simultaneamente, pois a paz garantida pelos adivinhos não aconteceria, continuariam os problemas e os distúrbios político-administrativos, não viriam a restauração do sacro império romano e o aniquilamento do comunismo, enquanto ocorreriam grandes incêndios, quedas de monarquias em vários países e prosseguiriam o terrorismo, os assassinatos e sequestros, além de outras tragédias vaticinadas por Nostradamus, a quem se debita também aquela segundo a qual cairia do céu um grande rei de terror, chefe de centenas de aviões, para a batalha final, ou seja, o real fim do mundo, afirmando-se que suas profecias estender-se-ão até o longérrimo ano de 3797 mas que, no entanto, até agora nenhuma se realizou efetivamente. Do total, em número de 19, apenas duas foram até o momento confirmadas, aliás por mercê de Deus, graças à qual todos estamos livres da tal “transladação da terra e dos cataclismas proféticos para o ano 2000, os quais culminariam com a mudança da posição do eixo terrestre, que daria início a uma nova era, o milênio bíblico, quando o Criador reinaria com os homens e sobreviventes de Israel, mencionados simbolicamente no Apocalipse. Conseqüentemente, é bom mesmo que as profecias consigam impressionar somente aos que acreditam em ocultismo, astrologia, adivinhação etc. A ninguém mais, com certeza absoluta, a fim de que menos sejam os afetados pela problemática realmente aterradora. Interessante seria, também, que a maioria dos meios de comunicação social não se preocupassem em divulgar as profecias, de maneira a evitar as tensões que tenham o poder de inquietar os pensamentos dos povos em geral, trazendo-lhes preocupações irreversíveis e até mesmo enveredando-os para a contribuição que possam dar tendo em vista a sua indesejada concretização, certamente eivada dos males que ninguém aspira nem mesmo à troca de algumas montanhas de dólares ou de ouro maciço... É a nossa opinião, sem dúvida!

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

Agradecemos e retribuimos saudações natalinas que nos foram enviadas pelo dr. Nilson Ferreira Costa, em nome do Lar-Escola Raphael Maurício; publicitária Renata Pereira Fernandes, executiva de negócios do JC; jornalista paulistano Sólon Borges dos Reis; sra. Laura Bugnotti e sra. Adélia Botelho - SP.