O Departamento de Água e Esgoto (DAE) iniciou, na última quarta-feira, a construção de três quilômetros de interceptores de esgoto. A obra está sendo feita na margem esquerda do córrego Água Comprida, afluente do ribeirão Bauru, na região do Parque das Camélias, e faz parte do projeto global de tratamento de esgoto.
De acordo com a assessora de imprensa do DAE, Sandra Faria, a obra deverá se estender pelos próximos seis meses. O Ministério Público (MP) deu prazo até junho do ano que vem para a prefeitura começam a tratar os cerca de 1.000 litros de esgoto que são produzidos diariamente no município. “O processo todo é muito amplo e depende de uma verba de R$ 60 milhões”, destaca.
Para tentar viabilizar a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), apesar do curto prazo que ainda resta, a administração municipal está tentando conseguir um empréstimo junto ao Banco Mundial.
Caso não consiga concluir a obra até o dia 5 de junho de 2004, a prefeitura terá de arcar com uma multa diária de 1.000 Unidades Fiscais do Estado de São Paulo (Ufesp), o que equivale atualmente a R$ 11,4 mil.
O material utilizado nessa etapa de implantação dos interceptores, que começou na semana passada, foi adquirido com recursos próprios, segundo a assessoria de imprensa. No total, foram investidos R$ 200 mil.
Com a construção, o córrego Água Comprida não receberá mais esgoto em sua margem esquerda. O esgoto será jogado nos interceptores e em seguida no rio Bauru. Em uma segunda etapa, que não tem previsão para ser iniciada, o DAE deverá implantar mais 3,5 quilômetros na margem direita do córrego. “Temos que levantar os recursos para isso”, diz Sandra.
O município tem 21 quilômetros de interceptores implantados, mas ainda faltam 53 quilômetros. A autarquia já construiu interceptores nos córregos Barreirinho, Guadalajara, Água do Castelo, Água da Forquilha e Vargem Limpa.