08 de julho de 2026
Ser

Minha história: Homenagem à Leninha e Helena


| Tempo de leitura: 1 min

Na névoa da saudade abro a janela do tempo. Nela vejo emoldurado seu rosto adolescente: alegre, ingênuo, sonhador... Sorriso aristocrático envolvente. Chegou de mansinho em minha vida de moça feita, solitária, meio brusca; fez-se presente, dia-a-dia; e nasceu a amizade, o carinho, a simpatia. Apesar de recente; parecia de muito tempo! Como menina moça curiosa, das coisas da vida indagava eu como uma mãe te ensinava os segredos dos sentimentos, a dor amarga que a vida nos reservava, as armadilhas do destino... que com sorriso cativante envolvia; mas que a gente também podia tecer sonhos e procurar ser feliz. Estávamos sempre juntas, sombra uma da outra; nos lazeres, nas tristezas na alegria. Corria os anos, embalados em sonhos, de príncipes encantados, amor adolescente por artistas, professores, contos de fada castelos lindos, feitos de ilusão envolvente. Mas o tempo passou sorrateiro; o destino traça planos e sem nos avisar muda toda nossa vida de lugar ignorando se vamos sorrir ou chorar! Nos separamos, cada uma na sua estrada da vida e tudo virou saudades e os sonhos bolhas de sabão! Foram alegrias, dissabores, mágoas, sorrisos... Lutas, sonhos, esperança no no novo caminho sem contarmos com o que nos uniu um dia a amizade. Que virou saudade! Mas o destino é caprichoso, a vida é surpresa! Após 39 anos de ausência nos coloca frente a frente marcadas pelo tempo... Trazendo no semblante os traços das experiências vividas, e numa cortina de lágrimas nos abraçamos! Nossas vidas outra vez entrelaçadas na saudade não mais com o frescor da mocidade, não mais com ilusões, mas com a realidade! Naquele instante despedi-me da Leninha um adeus ao passado e conheci a Helena! Até a eternidade!

Maria