10 de julho de 2026
Esportes

Futebol solidário - Jogo beneficente atinge expectativas

Wagner Teodoro e Rodrigo Allegro
| Tempo de leitura: 2 min

O time dos Amigos de Denílson e Júlio César derrotou o dos Amigos de Vaguinho e Claudecir, por 4 a 2, anteontem, no Estádio Alfredo de Castilho, no Jogo Solidário. Porém, mais importante que o resultado, o que organizadores e jogadores comemoravam era o sucesso do evento, que foi realizado pelo oitavo ano consecutivo.

A previsão é de que tanham sido arrecadadas 30 toneladas de alimentos. A Faculdade de Serviço Social da ITE vai contabilizar as doações durante esta semana e, a partir de 10 de janeiro, dará início à distribuição.

Aproximadamente 8 mil pessoas acompanharam a partida no Alfredão e conferiram craques como Denílson, Rincón, Claudecir, Alecssandro, Alexandre e Émerson em ação. Porém nenhum medalhão balançou as redes. O público, de quebra, ainda pôde ver a “exibição” de Rodriguinho, dos Travessos, e da dupla Rosa e Rosinha, que mostrou entrosamento no ataque do time de Denílson.

Na preliminar, houve empate entre o combinado dos profissionais da imprensa, BTC e Luso frente ao BAC, policiais civis e militares, em 3 a 3.

O cabo da polícia militar Wellington Zorzetto, um dos organizadores do evento, destacou a união de forças para a realização do amistoso. “Os jogadores e os artistas estão aí. O público está aí. Eles mostraram que são capazes de ajudar as pessoas. É o oitavo ano e agradeço ao público presente, porque sem essa união de todos não sai festa nenhuma. Quero agradecer principalmente ao Vaguinho, Donizete, Émerson e Claudecir. Esses caras são jogadores que trazem jogadores. Eu acho que as autoridades deveriam homenagear esses jogadores”, sugeriu.

O promotor de Justiça Luiz Carlos Gonçalves Filho (Godô), outro organizador, já planejava o jogo do ano que vem. “Já estamos satisfeitos independente do resultado. No ano que vem aumentaremos o número de convidados e tentaremos fazer um trabalho ainda mais bonito”, afirmou.

“Sempre tive no meu coração, há dez anos quando comecei a jogar no próprio Noroeste, que se um dia Deus pudesse me colocar onde estou, eu iria ajudar. Hoje eu só tenho que agradecer a Deus o momento que estou vivendo. Estou abrindo mão de família e viagens para ajudar quem precisa”, lembrou Claudecir.

Denílson, o mais assediado pelo público, foi pela mesma linha. “É importante porque todas as pessoas que estão aqui colaborando sabem que este pequeno esforço é em prol de quem realmente precisa. Para nós é uma imensa satisfação porque sabemos que o esforço de vir de São Paulo vai ajudar muitas crianças”, disse.

O colombiano Rincón parabenizou os organizadores pela iniciativa. “É o momento para ajudar. Quanto mais pessoas puder ajudar, melhor. O meu país faz jogos desse tipo, mas no Brasil o pessoal está de parabéns porque se acentua muito mais isso.”

O pagodeiro Rodriguinho também estava satisfeito em contribuir. “Estou adorando estar aqui participando deste futebol, principalmente porque eu sou de Bauru e emprestar minha imagem para arrecadar tantos alimentos para pessoas que precisam é ótimo. Esse é o verdadeiro intuito.”