10 de julho de 2026
Bairros

Leishmaniose humana chega ao 11º caso

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

A Secretaria Municipal da Saúde, através do Departamento de Saúde Coletiva (DSC), anunciou ontem o registro do 11.º caso de leishmaniose visceral humana em Bauru neste ano. O paciente é uma criança de 9 meses que mora nas imediações da Praça Primaz Chujiro Otake, a Praça do Relógio, na região oeste da cidade.

A leishmaniose é transmitida a cães e humanos através da picada do mosquito palha infectado. A doença pode levar à morte porque debilita o sistema imunológico do paciente, mas tem tratamento. Maria Helena Abreu, diretora do DSC, conta que a criança de 9 meses está internada. “Em crianças, o tratamento exige internação e um acompanhamento médico por seis meses após a alta. Já em adultos, muitas vezes o tratamento é ambulatorial”, diz.

Além dos 11 casos em humanos, o Departamento de Saúde Coletiva registrou a doença em 248 cães neste ano em Bauru, a maioria deles em setembro. A diretora do DSC diz que o surgimento de novo caso em humanos quase dois meses após o último não surpreende porque o período de incubação da leishmaniose é longo. “A pessoa pode manifestar a doença de dez dias a 24 meses após ser picada pelo mosquito infectado”, frisa Abreu.

Em humanos, os sintomas da leishmaniose visceral são febre prolongada, tosse seca e emagrecimento. Já nos cães, a doença pode ser diagnosticada através da perda de peso, além de sintomas como fraqueza, queda de pêlos, crescimento de unhas, febre regular e feridas no focinho, orelha e patas.

O mosquito transmissor da doença procria-se no lixo orgânico em decomposição, em quintais e terrenos baldios e fezes de animais. O DSC já deu início ao trabalho de busca ativa da doença em humanos num raio de 200 metros do último caso, de acordo com Abreu.

Também está fazendo inspeção ambiental - vistoria em imóveis e terrenos - para combater a procriação do mosquito palha e coletando amostras de sangue de cães da área afetada. O órgão está pedindo à Novoeste que vistorie os terrenos ao longo da linha férrea e do rio Bauru, trecho incluído na área de risco. De acordo com Abreu, equipes do DSC continuam recolhendo os cães doentes para eutanásia.