08 de julho de 2026
Turismo

Costa do Cacau

Eliane Barbosa
| Tempo de leitura: 2 min

Se o personagem Tonico Bastos estivesse vivo, só iria reclamar da demora para a restauração do Bataclan. De resto, sentaria numa boa em uma das mesas do Bar Vesúvio para flertar, mesmo sob os olhares vigilantes do turco Nacib a lavar copos, com a doce e brejeira Gabriela.

O Vesúvio, a igreja matriz, os casarões dos barões do cacau e muitos outros trunfos de Ilhéus, a cidade mais famosa da Costa do Cacau, na Bahia, estão intactos. Especiais para serem desvendados pelos turistas que chegam à terra de tantos personagens das obras de Jorge, de avião, carro, ônibus ou navio.

Ilhéus retrata seu nome. Uma cidade que lembra uma ilha, cercada de muita água. Tanto assim que os viajantes mais medrosos cruzam os dedinhos quando o piloto avisa que está aterrisando na cidade.

Para a descida são necessários procedimentos em cima do mar e dos alagados que margeiam a pista do aeroporto local. É água por todo lado. Mas limpa, cristalina, um convite para quem quer relaxar depois de tantos meses de estudo e trabalho.

A Costa do Cacau fica acima da Costa do Descobrimento (Porto Seguro,Trancoso e Santa Cruz Cabrália) e engloba dezenas de cidades, como Ilhéus, Canavieiras, Una, Comandatuba (onde fica o Hotel Transamérica), Olivença e Itacaré, com infinitos encantos.

Além do aspecto histórico-cultural dessas cidades que nasceram e progrediram durante o ciclo do cacau, a natureza brindou-as com praias, manguezais, reservas ecológicas e centenárias fazendas de cacau.

Em todo o trecho, há santuários tropicais preservados. Em Ilhéus, os visitantes podem participar de cavalgadas à beira-mar e passeios de barco. Olivença possui uma estação de águas termais, Una e Comandatuba, sediam competições de pesca e surf e o Projeto Mico-Leão Baiano, enquanto que em Canavieiras a energização em suas areias monazíticas é a grande dica depois da fome estar devidamente saciada por conta dos caranguejos, que são abundantes na região.