O valor da cesta básica em Bauru no último mês de 2003 fechou em R$ 199,03, número 1,15% superior ao registrado em novembro. Em relação a dezembro de 2002, a soma dos itens básicos teve acréscimo de 8,46%. Naquele mês, a cesta foi cotada a R$ 183,50. A pesquisa é feita mensalmente em Bauru pelo Data-ITE, instituto de pesquisas ligado à Instituição Toledo de Ensino (ITE).
De acordo com o economista Reinaldo César Cafeo, coordenador do Data-ITE, a variação mostra uma acomodação no valor da cesta em Bauru ao redor dos R$ 200,00, e tendência de mudança acompanhando a inflação do período. “A cidade já observou no passado uma disputa mais acentuada entre as várias redes e até mesmo entre os supermercados de menor porteâ€, afirma.
Dos três grupos de produtos pesquisados, o único que apresentou aumento nos preços foi o de alimentação - justamente o que mais pesa para o consumidor -, com alta de 2,19%. O grupo de limpeza doméstica caiu 1,33% e o de higiene pessoal retrocedeu 2,53%.
Embora apresente variação negativa, o coordenador da pesquisa chama atenção para os itens de higiene pessoal, que no acumulado do ano apresentaram alta de 14,36%. “Isso demonstra que as matérias-primas e os insumos importados - a tônica desse setor - não tiveram seus preços rebaixados, mesmo com o câmbio mais favorável neste momento do que era há um anoâ€, observa Cafeo.
Frango e ovos
Dos 31 produtos da cesta básica pesquisados, os que tiveram maiores altas no último mês em relação a novembro foram o frango resfriado inteiro (que aumentou 15,3%), os ovos (que foram reajustados em 13,4%) e o café (alta de 12%). Dos itens que apresentaram baixa, destacam-se o açúcar (preço 44,9% menor) e a água sanitária (com queda de 22,8%).
A queda no preço do açúcar ajudou a diminuir o valor da cesta em 0,4%, levando em consideração o peso ponderado, isto é, a variação individual aplicada sobre o valor total. Na outra ponta, o aumento do frango contribuiu para elevar a cesta em 0,7%. Na seqüência, a carne de segunda sem osso elevou o valor em 0,5%, e as altas do café e do arroz puxaram a cesta para cima em 0,4%.
Mais uma vez, a pesquisa aponta que diversos produtos apresentaram discrepências significativas entre um ponto de venda e outro. A batata, por exemplo, foi encontrada a preços que variaram de R$ 0,29 a R$ 0,99: diferença de 241,4%. O preço do açúcar também apresentou discrepência elevada, chegando a variar em 183,7%.
Para o economista, apesar dos preços estarem se acomodando os salários não têm subido na mesma proporção. Diante disso, diz ele, a população se vê obrigada a consumir menos ou diminuir a qualidade dos produtos. “A velha tônica de pesquisa, utilizando o expediente de forçar o supermercado a ‘cobrir’ os preços dos concorrentes e ainda sendo soberano, dizendo não aos abusos, são práticas que devem ser incorporadas à rotina dos consumidoresâ€, aconselha.