O ano de 2003 já é história. Passado. Vidas e situações com dramas, comédias e tragédias.Ter saudade ou não ter saudade. Aquela coisa que meche dentro das pessoas querendo reescrever os capítulos desejados e os indesejados. Foi. Sepultado em cova rasa ou funda, o ano de 2003, como todos os anos passados, marcou muita gente com tristezas e alegrias. Fracassos e vitórias. Apesar das fortes emoções sociais e políticas, emplacamos a máquina para rodar o ano de 2004 sem atropelos.Com serenidade e equilíbrio. Esperando a fome zero zerar de verdade a fome; esperando o crescimento profetizado pelo presidente Lula e o ministro Palocci; esperando que esse crescimento zere também o desemprego. Esperando a espera para esperar sempre com esperança. É um ano de eleições.Os candidatos vão renovar as promessas. Vão distribuir seus santinhos. Vão continuar (a grande maioria) mentindo, trapaceando, iludindo o eleitorado sempre com o único objetivo de conquistar o voto. E vão ser eleitos (a grande maioria) com votos comprados dos vendilhões dos tempos modernos, do eleitor que vota pensando somente nos seus interesses, desprezando o bem coletivo e a paz da sociedade em que vive.
Que Alá nos ilumine a todos para que, com o voto, possamos contribuir para a grandeza de Bauru: que seja enaltecida por seus reais méritos no altar do progresso, desenvolvimento e dignidade. O resto, em 2004, vai ser igual aos anos anteriores: muita chuva, pouca chuva, muito calor, pouco frio, brigas das torcidas e dos jogadores nos campos de futebol; crianças estendendo a mão pedindo uma moedinha nos semáforos. Missas aos domingos e sessões de descarrego (?) na tv. A prostituição vai aumentar; os traficantes vão continuar distribuindo drogas. Matando. A corrupção vai continuar agredindo e nocauteando a honestidade. E, desgraçadamente, a violência: a cada dia que morremos vai crescer à porta das nossas casas. Enredos diários para filmes que o mocinho nunca vence. Sem pessimismos ou negativismos. Infelizmente, o realismo. A vida. O filme. Nós e os outros. Aos pacifistas, como somos, restam as orações para o Deus brasileiro e bauruense livrar-nos de todos os males. Amém. (Munir Zalaf - R.G. 2.726.959)