09 de julho de 2026
Bairros

Artesãs também pedem mais incentivo

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 1 min

Na Vila Dutra, 17 mulheres que integram a Cooperativa Artesãs do Subúrbio também pedem mais incentivo aos artistas que moram na periferia de Bauru.

A representante do grupo, Rosemary Lopes, reclama da situação. “É muito difícil. Não tem um incentivo aos artesãos que estão tentando lutar contra o desemprego. Tem muitos artistas esquecidos na periferia”, enfatiza.

O trabalho da cooperativa é baseado em crochê e pintura. As artesãs confeccionam panos de prato, toalhas, capas para butijão de gás, liqüidificador e batedeira, além de aventais.

Elas vendem para professores das escolas do bairro, fazem trocas nos mercados e oferecem para amigos e familiares.

E afirmam que ganham pouco dinheiro com os produtos. “As mulheres que trabalham na cooperativa não vivem disso. Nem dá. Estamos muito no começo ainda”, explica Rosemary.

Há três meses, elas dependiam de doações de materiais para trabalhar. Atualmente, com a verba da venda do artesanato, conseguem repor a mercadoria.

“Nós somos artistas anônimas. Nosso trabalho não aparece em lugar nenhum. Nós não temos empresa. Nós não somos artesãs cadastradas na prefeitura. Nós não temos barracas. Então, nós somos anônimas”, destaca Rosemary.

A coordenadora do grupo sugere que a Secretaria Municipal de Cultura incentive e libere a utilização de espaços públicos nos bairros e no Centro da cidade para uma feira permanente.

“Seriam espaços para venda de artesanato, doces, salgados e também para música e dança. Os turistas também se habituariam a passar nesse local e as pessoas iriam aos finais de semana para comer. Um deles poderia ser o Recinto Mello Moraes”, imagina.

“Assim como nós, tem um monte de outros artesãos. Se continuar como está, vamos continuar sempre anônimos.”