08 de julho de 2026
Articulistas

O que diz a atmosfera?


| Tempo de leitura: 2 min

A inclemência das manifestações atmosféricas que vêm ocorrendo em regiões européias, asiáticas e norte-americanas, inclusive tempestades glaciais, vão fazendo com que os povos voltem suas preocupações sobre o futuro da Terra. Não atentam para as aproximações e os afastamentos que acontecem entre o Sol e a Terra e que isso constitui os pontos de trajetória da Terra através do espaço. Nem vislumbram que essas mudanças do Planeta, girando em torno de si mesmo e do Sol, determinam as estações do ano - o verão 2004 já começou - e que isso influencia sobre quase todas as atividades da natureza. Então, se o mundo tem aí fenômenos meteorológicos como terríveis secas, verões e invernos o que mais acontecerá à Terra? Estariam na sua incógnita rota auroras polares e perturbações magnéticas? Difícil responder-se porque continua tarefa penosa para especialistas explicarem o que está escondido por trás de tais anomalias.

Em 1975, estudos efetuados sobre a atmosfera nos Estados Unidos mostraram que a temperatura terrestre diminui quando o número de manchas solares aumenta. E a notícia reacendeu a clássica pergunta: a Terra vai acabar em fogo tendo em vista que os cientistas precisaram o seu aquecimento progressivo a partir do passado ano 2000, consequência da influência do homem como responsável pela queima habitual de combustíveis fósseis que impregnam a atmosfera com o dióxido de carbono - CO-2? Pode ser, uma vez que o teor desse tipo de gás vem crescendo numa dimensão preocupante, calculando-se que nos últimos 120 anos sua presença no globo terráqueo cresceu 15%. É evidente que os seres humanos não desejam ser aniquilados coletivamente pelas chamas e fumaças do grande incêndio e, conseqüentemente, percebendo que a saúde da Terra depende deles aprender como atua a vida planetária, precisa dar-lhe os devidos cuidados. Não cheguem à contingência do salve-se quem puder porque então ninguém vai ter poderes para escapar das chamas, se elas acontecerem dominando as quebradas. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.