O ano de 2003 foi bastante positivo para o trabalho desenvolvido pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise) de Bauru e negativo para o tráfico na cidade. A delegacia registrou uma das maiores quantidades de apreensões de sua história: 1,6 tonelada de maconha, 200 gramas de haxixe e 1,7 quilo de crack e algumas gramas de cocaína.
Em uma única operação, em outubro, foi recolhida 1,4 tonelada de maconha. A equipe de investigação conseguiu prender 60 pessoas por tráfico, sendo 43 homens e 17 mulheres, no ano passado. Além disso, várias armas foram apreendidas e produtos de furtos, resultantes de troca por drogas.
O balanço, apresentado pelo titular da Dise, delegado José Henrique Gomes dos Santos, contabiliza também o trabalho preventivo desenvolvido junto a empresas e escolas públicas, preventivamente. “Essas pessoas se tornam multiplicadores de informações”, diz.
Durante o ano, a Dise desenvolveu campanhas com outdours e distribuiu panfletos. “Na Semana das Crianças desencadeamos a campanha “Infância com amor, futuro sem drogas”, exaltando o papel da família”, relembra.
Para o delegado, a estrutura familiar é a arma que a família tem contra os traficantes. “Uma família estruturada evita a ação dos traficantes enquanto que a desestruturada é uma porta de entrada para que eles tomem conta de seu filho”, alerta.
A quantidade de drogas apreendidas no ano de 2003 pela Dise é um dos recordes da delegacia. “Com 1,7 quilo de crack apreendidos seria possível confeccionar cerca de sete mil pedrinhas da droga. Retirando essa droga de circulação, evitamos que mais jovens entrem em contato com o entorpecente”, frisa Santos.
Com a 1,6 tonelada de maconha seria possível confeccionar aproximadamente quatro milhões de pequenas porções da droga. Já os produtos de furto apreendidos revelam, segundo o delegado, os estragos que a droga faz em uma família. “Curiosamente, apreendemos vários presentes de casamento da irmã de um usuário de drogas. A noiva tinha deixado os presentes na casa da mãe dela e o irmão trocou as mercadorias por droga”, relata.