08 de julho de 2026
Regional

Dívidas prejudicam PS de Agudos

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Agudos - O início do ano poderá não ser bom para os moradores de Agudos (18 quilômetros a Sudeste de Bauru). Sem dinheiro, o Pronto-Socorro da cidade ameaça fechar as portas a partir da próxima quinta-feira. Com isso, cerca de 120 pessoas ficariam sem atendimento médico de emergência. Essa é a média de pacientes que procuram o local todos os dias.

Há uma promessa da prefeitura de fazer amanhã o repasse de R$ 100 mil para a Associação Hospital de Agudos, que gerencia o PS. O dinheiro serviria para dar um fôlego à continuidade do atendimento, mas mesmo assim a dívida da prefeitura com o PS continuará grande e sem previsão de quando será equacionada.

Se o dinheiro não for depositado, o fechamento do PS será um processo natural, segundo informou o gerente administrativo da Associação do Hospital de Agudos, Alberto Alves Lima.

O funcionamento do PS depende do cumprimento de um convênio entre a Associação e a prefeitura. O hospital da cidade presta o serviço, mas como contrapartida o município precisa repassar o dinheiro para cobrir as despesas com os médicos, enfermeiros, atendentes e remédios, entre outras.

De acordo com o convênio assinado entre as partes, em 2003 o repasse seria de R$ 80 mil todos os meses. No entanto, a prefeitura ainda não pagou pelos serviços realizados no PS nos últimos três meses.

Segundo um demonstrativo fornecido pelo hospital, foi feito apenas um repasse no valor de R$ 5 mil, no último dia 10, referente aos procedimentos de setembro.

No começo deste mês vence mais uma parcela do convênio e a dívida da prefeitura deve chegar aos R$ 300 mil. Para este ano, o valor do convênio foi reajustado para R$ 95 mil mensais.

Pelo acordo, o PS tem de oferecer à população pelo menos dois clínicos gerais e um pediatra em tempo integral.

Dos 120 pacientes que passam pelo PS diariamente, uma parte vem de cidades vizinhas, como Borebi e Paulistânia e também do distrito de Domélia.

Segundo o gerente Alves Lima, 90% dos atendimentos poderiam perfeitamente ser realizados nos Centros de Saúde da cidade.

Mas por costume ou conveniência (se for preciso internar, o hospital está ali do lado), muitos preferem ser atendidos no PS, o que acaba sobrecarregando o atendimento, deixando-o mais lento, para desespero dos pacientes.