09 de julho de 2026
Polícia

Homem de 62 anos é morto no Redentor

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

Um homem de 62 anos morreu ontem, no jardim Redentor, depois de brigar com o namorado de sua enteada. A Polícia Civil ainda aguarda o laudo do Instituto Médico Legal (IML) para confirmar se Antônio Prado Filho foi morto a pancadas ou se bateu com a cabeça no asfalto. Dependendo do rumo das investigações, este pode ser o primeiro homicídio de 2004 em Bauru.

De acordo com o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), J.J. Cardia, Prado Filho era morador da quadra 8 da rua Ataliba Bastos, no parque Bauru. Sua enteada, Nilce Aparecida Lima, mantinha há alguns anos um relacionamento com Eduardo Madureira Roja, de 36 anos. “No Natal, os dois (Roja e Prado Filho) tiveram uma briga, por ciúmes de Nilce, e continuaram discutindo e se ameaçando”, explica o delegado.

Em seu depoimento, Roja contou que estaria caminhando pela rua Santa Paula, no Jardim Redentor quando, por acaso, teria encontrado Prado Filho, que estava a caminho do Posto de Saúde do Redentor. Segundo o delegado do 4.º Distrito Policial, Dinair José da Silva, a Polícia Militar (PM) foi chamada por moradores do local, que ouviram gritos por volta das 4h45.

“As testemunhas informaram que, quando saíram para a rua, já encontraram a vítima caída no asfalto, muito ensangüentada. Ele ainda estava com a carteira e o relógio”, comenta Silva.

Moradores da quadra 3 da rua Santa Paula confirmam que ouviram a discussão e os gritos de Prado Filho, no começo da manhã. Um homem que não quis ser identificado conta que ele pôde ouvir diversas pancadas enquanto a vítima gritava.

A Polícia Militar (PM) e o Corpo de Bombeiros foram chamados, e Prado Filho foi levado para o Pronto-Socorro Municipal Central (PSM), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

O delegado J.J. Cardia afirma que Roja confessou que brigou com Prado Filho, mas que não teria a intenção de matá-lo e nem teria usado qualquer tipo de arma, como um pedaço de madeira, para atingi-lo. “Não foi encontrado nada que pudesse ser usado como arma. Estamos aguardando o laudo médico para ver o que realmente aconteceu. Eduardo contou que passou o rodo (uma rasteira) e a vítima teria caído e batido com a cabeça no asfalto”, diz.

Depois da briga, Roja se evadiu do local e foi localizado pela Polícia somente no final da manhã. Cardia afirma que ele não está em estado de flagrante e que deve responder em liberdade pela ocorrência.

“Ele comentou que gosta muito de Nilce, que eles têm um filho e ela está grávida do segundo. Ele disse que tem muito ciúmes dela, e que depois da briga no Natal, ligava não para fazer ameaças, mas para pedir desculpas”, relata Cardia.

Homicídio

A morte de Antônio Prado Filho pode ser registrada como o primeiro homicídio do ano em Bauru. Mesmo que seja comprovado que Roja não teve a intenção de matar o padrasto de sua namorada, a ocorrência pode ser classificada como homicídio culposo.

No ano passado, 42 homicídios foram registrados em Bauru. O número é menor do que em 2002, quando 47 pessoas foram assassinadas. No entanto, a Polícia Civil computa somente os casos em que a vítima morre no local ou antes da ocorrência ser finalizada. Casos em que a morte ocorre dias depois são classificados como lesão corporal seguida de morte.

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