A Diocese de Bauru, que engloba 14 municípios, está iniciando 2004 com novos padres e religiosos em várias paróquias em função da transferência de parte do clero. Em Bauru, as paróquias São Benedito, Santo Antônio, Santa Clara de Assis e Senhor Bom Jesus estão com novo comando, revela a irmã Clara Maria Moreira, chanceler da diocese.
O padre Carlos Antonio Pessôa, que estava atuando na Paróquia de São Benedito há dez anos, será transferido para a Paróquia de Santa Luzia, em Duartina, também como pároco (responsável pela paróquia). Em seu lugar, na São Benedito, ficará o padre Pedro Jorge Sartório, que era vigário (auxiliar do pároco) na Paróquia do Senhor Bom Jesus, em Bauru.
A vaga de padre Pedro Jorge na Paróquia Senhor Bom Jesus será ocupada pelo padre Sebastião Pereira, que virá para Bauru transferido da Paróquia de Santa Luzia, de Duartina. Também estão em processo de transferência os freis franciscanos responsáveis pelas paróquias de Santo Antônio e Santa Clara de Assis.
O novo pároco da Paróquia de Santo Antônio é o frei Paulo Dack, que substitui o frei Gilberto Marcus Sessino Piscitelli. De acordo com a irmã Clara Maria, Piscitelli está assumindo o cargo de guardião do Seminário de Santo Antônio, em Agudos, no lugar do frei Marcos Estebam de Mello.
Também está chegando a Bauru o frei Moacir Custódio Barbosa, que vai exercer a função de vigário paroquial na Paróquia Santo Antônio. Ele também será pároco na Paróquia Santa Clara de Assis, onde o frei Paulo Dack será vigário paroquial. O frei Carlos Ignacia, transferido de Agudos, será vigário nas paróquias de Santo Antônio e Santa Clara de Assis.
Em Agudos, as transferências atingem duas paróquias e o Seminário de Santo Antônio. O frei Francisco Augusto Orth, que era pároco da Paróquia de São Paulo Apóstolo, foi transferido para Santa Catarina. Em seu lugar assumiu, no último sábado, o frei Ademir Sanquetti, vindo transferido do Rio de Janeiro.
Na Paróquia de Santo Antônio, também em Agudos, assumiu a função de pároco o frei Ângelo Vanazzi. O frei Mário Brunetta continua na paróquia como vigário. O padre André Luiz Corrêia, ordenado no ano passado e que era vigário na Paróquia de Santa Maria, em Piratininga, tomou posse como pároco da mesma paróquia.
Irmã da ordem das Apóstolas do Sagrado Coração de Jesus (ASCJ), Clara Maria afirma que as transferências são rotineiras na Igreja Católica. “Obedecem à determinação do bispo, no caso dos padres diocesanos, e dos superiores de suas respectivas congregações, no caso dos religiosos”, diz. Os padres diocesanos são transferidos, geralmente, a cada seis anos.
De acordo com irmã Clara Maria, a princípio, não haverá alteração nos horários das missas e demais atividades das paróquias que estão com novos padres. “A Paróquia Santo Antônio, por exemplo, ainda pode receber mais freis, mas por enquanto hão terá alteração nos horários das missas”, diz. A Diocese de Bauru, antes das mudanças, contava com 69 padres.
O padre Carlos Pessôa, bastante conhecido em Bauru por celebrar missa na linha da Renovação Carismática, que lota a igreja, afirma que pediu para ser transferido. “Há cerca de cinco meses pedi para o bispo (dom Luiz Antonio Guedes) para ser transferido porque tudo na vida precisa de renovação. Eu tenho 13 anos de padre e estou há quase 11 aqui. Novos desafios são benéficos porque quem se acomoda perde a esperança”, diz.
Padre Carlos, que já escreveu seis livros e lançou dois CDs sobre temas religiosos, frisa que em Duartina vai atuar na mesma linha. “A missa da fraternidade, que o povo chama de missa carismática, será aos domingos à tarde, para facilitar a participação dos fiéis de Bauru”, conta. Ele toma posse em Duartina em 6 de fevereiro.
O frei Ademir, que chegou à Paróquia São Paulo Apóstolo, em Agudos, no último sábado, vindo de Nilópolis (RJ), afirma que as transferências são positivas. “A cidade, o povo e a cultura são diferentes. Temos que adaptar o nosso modo de atuar à nova realidade. Espero que a comunidade responda a minha ânsia missionária”, diz. Os franciscanos, conta, são transferidos de paróquia geralmente a cada três anos.