10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Prefeitura não sabia do fechamento

Diego Molina
| Tempo de leitura: 1 min

Até a manhã de ontem, a Prefeitura Municipal não tinha conhecimento da intenção da General Mills de fechar sua unidade da indústria Frescarini em Bauru. De acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Domingos Malandrino, ele havia recebido esta informação extra-oficialmente na quarta-feira, mas até a tarde de anteontem a assessoria do grupo ainda negava que a fábrica seria fechada.

“Em nenhum momento a prefeitura foi procurada e até ontem (quinta-feira) à tarde, eles negaram que estavam fechando a fábrica, e marcaram uma reunião conosco hoje (ontem)”, afirma.

Malandrino e o prefeito Nilson Costa (PTB) se reuniram com um grupo de diretores da General Mills Brasil durante a manhã de ontem e perceberam que a decisão do fechamento da unidade era definitivo. “Questionamos se não havia algo para reverter esta situação, com alguma alternativa para evitar o encerramento da atividade da indústria, mas a fábrica já estava desativada. Eles vieram com a decisão tomada”, lamenta o secretário.

De acordo com o prefeito, os representantes da General Mills explicaram que a decisão não teria qualquer relação direta com Bauru, mas sim com uma estratégia da empresa. “Nem poderíamos contornar as dificuldades que eles têm em relação às vendas porque não é um fenômeno local. Sentimos bastante porque perdemos no faturamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e perdemos postos de trabalho”, declara Nilson.

A arrecadação de ICMS da Frescarini em Bauru, segundo Malandrino, era de aproximadamente R$ 530 mil ao ano, o que ofereceria ao município um repasse de R$ 130 mil.