O índio José Luiz plantou batata-doce em setembro do ano passado e está fazendo a colheita. As 15 caixas, cada uma com 22 quilos, estão sendo vendidas e devem render R$ 90,00. “Cada caixa é vendida à Central de Abastecimento do Estado de São Paulo (Ceasa), por R$ 6,00.” Além da batata, ele plantou mandioca e arroz.
Com dez filhos menores para criar, o índio diz que a ajuda da cesta básica é pouca, mas contribui para o sustento das crianças. “É pouquinha comida, mas ajuda numa hora de precisão. A cesta dá para uma semana.”
A dificuldade maior na alimentação das crianças, explica, ocorre no período de férias escolares. “Quando elas estão na escola, comem por lá. A merenda é boa e não tem que fazer almoço em casa para elas.”
A mulher dele, Júlia Lipu, concorda com o marido de que o conteúdo da cesta é pouco para sustentar a família. “São 12 pessoas para comer e na cesta vem só um pacote de arroz.”
Ela conta que faz de tudo para economizar. “Não uso fogão a gás, só de lenha para economizar, mas mesmo assim está difícil sobreviver.”
Para a alimentação diária da família, a índia conta que cozinha arroz, mandioca e abobrinha. “Carne só de vez em quando.”