10 de julho de 2026
Polícia

Internos da Febem iniciam cursos profissionalizantes

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Os adolescentes da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) de Bauru poderão, a partir de agora, fazer cursos profissionalizantes nas áreas de construção civil, eletricista residencial, pintor de paredes, pedreiro, carpinteiro telhadista e hidráulica. Ao final do curso, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que idealizou o projeto e oferece os kits de materiais para as aulas práticas dentro da Febem, vai encaminhar o adolescente para o mercado de trabalho.

Com o projeto, a Febem espera reduzir o índice de reincidência infracional. “A proposta é ocupar o interno com atividades produtivas que, no futuro, possam lhe garantir o sustento e, assim, não voltem a cometer infração”, explica Paulo Orti, diretor da Febem.

Ontem, a Febem de Bauru, abrigava 56 adolescentes - a capacidade é para 72. Ele lembra que a unidade já oferece, além do ensino regular, cursos de informática, através de uma parceria com a Fundação Bradesco, de panificação e oficinas de estamparia e cerâmica. “Os alunos de informática saem aptos a dar aula na rede estadual e podem ser contratados pelo Estado”, diz Orti.

Cada curso profissionalizante com kits do Senai tem três meses de duração e será ministrado por monitores credenciados pelo órgão. Ao final do curso, o adolescente receberá um certificado e acompanhamento do Senai. “Vamos fazer o encaminhamento desses meninos para o mercado de trabalho”, conta Ubirajara Amaral Negrão, coordenador do Núcleo de Projetos Especiais do Senai de Bauru.

Ela acredita que as empresas vão aceitar bem os ex-internos da Febem. “O Senai fará esse encaminhamento e dará a garantia da capacitação profissional. É um projeto inédito no Brasil, mas acredito que o empresariado vai dar o seu quinhão. É um projeto piloto em Bauru e que poderá ser implantado em todas as unidades da Febem do Estado de São Paulo e no Brasil todo”, comenta.

Os cursos profissionalizantes com base em kits foram idealizados pelo Senai para atender os alunos que não podem deslocar-se até a instituição, explica Negrão. “Nesse kit tem tudo o que é preciso para o curso da área. O de pedreiro, por exemplo, tem tijolos, cimento, areia e equipamentos. Enfim, tudo o que é preciso para levantar uma parede”, completa.