09 de julho de 2026
Pesca & Lazer

História de Pescador: Pescaria em Castilho


| Tempo de leitura: 2 min

“Partimos para uma pescaria em Castilho, no rio Paraná. Eu, meu amigo Sidnei, o Marco com esposa e filhas, o Newton e meu tio, em três barcos.

Apoitamos um barco ao lado do outro e começamos a arremessar. Lá pelas 10h, o Marco fisgou uma piracanjuba, que ficou enroscada no fundo.

Ele foi soltar o barco para ir atrás do peixe e esqueceu-se de tirar o cevador preso ao fundo e o barco apoitou novamente. Aí ele pediu: Fábio, encosta seu barco aqui e vamos rodar atrás do peixe!

Nós descemos rodando. Rodava, rodava e nada de desenroscar. É que a gente estava pescando com gafanhoto e a piracanjuba brigou e levou para o enrosco.

Cansado, o Marco forçou e acabou arrebentando a linha. Decidimos voltar. A turma toda resolveu parar de pescar naquele dia. Todos tirando sarro do Sidnei, que voltava sapateiro.

No dia seguinte, voltamos para o mesmo ponto e apoitamos mais ou menos no mesmo lugar. Começamos a pescar quando a Silvia, esposa do Marco, enroscou a linha e passou a vara para o Marco tirar. Ele começou a puxar pela linha e veio um bolo de linha. O Marco achou meio estranho e continuou tirando a linha. Ressabiado, pois percebeu que a linha estava puxando, continuou a recolher quando, comentou: ‘Vocês não vão acreditar, pegou o peixe que perdi ontem!’ Aí foi aquela gozação!

Mas quando ele levantou a piracanjuba, que pesou dois quilos, o peixe exibia um anzol cor-de-rosa, modelo maruseigo, que só ele estava usando naquela cor.

Não dava nem para acreditar, mas a gente estava lá para confirmar! E o Sidnei continuava sapateiro. De repente, começa um peixe puxar a sua linha. Sidnei fisgou e começou a puxar. Foi uma salva de palmas geral e a platéia assistindo a briga, quando ele comenta, chateado: ‘Ih! Escapou!’. Recolhendo a linha, a triste resposta. Apenas a cabecinha de um piau, que, com certeza, foi atacado por um dourado, que levou todo o resto do corpo.”

Fábio Baraldi é pescador e contador de histórias.