O romance “Iracema”, de José de Alencar, publicado em 1865, volta às livrarias na edição fac-similar editada pela Imprensa Oficial do Estado e Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes, com apoio da biblioteca O Curumim Sem Nome e do Centro Cultural Oboé, de Fortaleza. O livro traz a fotografia da escultura “Iracema Guardiã”, de Zenon Barreto, e soneto em que o poeta Virgílio Maia homenageia a obra.
De acordo com informações da assessoria da Imprensa Oficial, a reprodução foi feita a partir de exemplar da biblioteca de José Mindlin, edição de 1865, de Viana & Filho, do Rio de Janeiro. No início da obra, há um artigo de Machado de Assis, publicado em janeiro de 1866.
É como uma profecia, reforçando a importância de levar aos leitores esta nova edição: “Quem o ler uma vez, voltará muitas mais a ele, para ouvir em linguagem animada e sentida, a história da virgem dos lábios de mel. Há de viver este livro, tem em si as forças que resistem ao tempo, e dão plena fiança do futuro”.
“Nosso objetivo nesta parceria com a Oficina do Livro é resgatar e preservar a memória de uma obra especial da nossa literatura em sua versão original, principalmente para os jovens”, explica o presidente da Imprensa Oficial do Estado, Hubert Alquéres.
Claudio Giordano, diretor da Oficina do Livro e autor da apresentação, destaca, para os leitores, a oportunidade de poder comparar a versão original com as modificações feitas por Alencar na segunda edição: “Daí revestir-se esta iniciativa de contribuição útil para quantos queiram acompanhar a evolução da obra, do seu nascimento até à redação final”.
A idéia surgiu do cearense Virgílio Maia, amigo de Giordano, inconformado ao saber que não existe em Fortaleza nenhum exemplar da primeira edição dessa obra prima de Alencar. “Resolvemos corrigir a lacuna, e felizmente, encontramos os parceiros para viabilizar a edição fac-similar, que disponibliza o texto para as novas gerações, facilitando o trabalho de estudiosos e pesquisadores e a percepção do processo de criação e aperfeiçoamento da obra de um dos nossos maiores romancistas”, diz.
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