09 de julho de 2026
Bairros

Município apóia criação de souvenirs

Thaís da Silveira
| Tempo de leitura: 4 min

Qual é o bauruense que não gostaria de ver prédios históricos ou que se tornaram símbolos da cidade em réplicas? Iniciativa de um grupo de evangélicos de Bauru mostra que é possível perpetuar edificações importantes da cidade através de uma técnica simples e acessível: réplicas em gesso.

Bauru, município que pretende crescer no ramo do turismo, não tem ao menos souvenirs para oferecer a seus visitantes. A idéia das réplicas como “lembrança da Sem Limites” é bem aceita pela população e pelo poder público e considerada uma maneira de reverter essa ausência.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Domingos Malandrino, destaca que a iniciativa seria importante, cultural e economicamente. “Você acaba gerando renda para as pessoas que desenvolvem esse trabalho”, observa.

Ele destaca a necessidade de perpetuar os símbolos do município. “Eu acho que falta a Bauru um souvenir que represente a cidade, que marque a cidade. Nós temos anualmente 26 mil universitários e estamos fazendo um censo de eventos culturais, que são quase dois mil por ano. É um público grande”, calcula.

“Eu acho de extrema importância que se crie um souvenir para o município de Bauru e que o município adote algum desses souvenirs criados por esses artistas como um símbolo da cidade e da região”, acrescenta.

Na opinião de Malandrino, o souvenir é interessante para pessoas que moram na cidade ou que passam por ela para fazer compras, por exemplo. “É uma novidade extremamente salutar”, diz.

Questionado sobre como o poder público pode incentivar a iniciativa, entretanto, o secretário não soube precisar ações práticas.

“Estou aqui à disposição para dar o apoio àquilo que for necessário - para que se crie uma associação, uma cooperativa, enfim, para dar apoio para que essa atividade cultural gere também emprego e reconhecimento para o município”, expõe.

Comtur

O presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur), Wallace Sampaio, considera a idéia de se criar souvenirs de Bauru importante para o turismo.

Ele afirma que já foi discutida em reuniões do conselho a necessidade da busca de um artesanato típico da cidade. “Para efeito de turismo, tem que ser algo típico. O turista quer alguma coisa que seja única daquela cidade ou região que ele visitou”, explica.

“A idéia (das réplicas) se enquadra dentro daquilo que a gente está buscando. Sem dúvida, está relacionado ao turismo. É bom para a cidade”, reforça.

Wallace afirma que o assunto pode ser discutido na primeira reunião do Comtur neste ano, que será realizada no dia 3 de fevereiro. “Os artesãos que fazem as réplicas podem participar da reunião e a gente veria o que eles têm de planos e como eles podem ser auxiliados pelo Comtur”, expõe.

Na opinião do presidente do conselho, o apoio da Prefeitura de Bauru também seria viável. “A prefeitura já tem projetos desenvolvidos com artesanato. Eu acho que, no mínimo, esse poderia ser encaixado nos projetos que já existem”, sugere.

Segundo Wallace, o Comtur está fazendo um levantamento dos projetos que seriam necessários em Bauru, na área de turismo. “Mas a implantação não se iniciou. Envolve pesquisas do artesanato que está sendo feito aqui e até das fontes de matérias-primas usadas”, argumenta.

Outra possibilidade citada em reuniões do conselho é trazer profissionais de fora para treinar artesãos de Bauru em determinado tipo de artesanato. “Não é um projeto simples. Ele depende de estudos e técnicos contratados para isso. A gente deve desenvolvê-lo ao longo do ano”, afirma.

Segundo o presidente do conselho, a fundação do Convention Bureau é outro projeto. Trata-se de uma entidade civil que vai reunir todas as empresas representantes do turismo receptivo na cidade. “Tem sido desenvolvido basicamente com os hotéis”, explica.

“Há uma necessidade de ter uma entidade que represente essas empresas diretamente interessadas no turismo receptivo para desenvolver alguns trabalhos em conjunto”, argumenta.

Também está na fila o projeto do Centro de Turismo Receptivo, que possivelmente será instalado no terreno que abrigava o antigo Lanchódromo. Ainda não há previsão de construção. O Comtur deve buscar parcerias com a Universidade Estadual Paulista (Unesp).

“Será um centro de recepção ao turismo com informações, com todos os serviços necessários. Turismo no sentido amplo. Turista é o visitante de Bauru”, diz.

• Serviço

A próxima reunião no Comtur será realizada no dia 3 de fevereiro, às 16h, na sede do Sincomércio, que fica na avenida Nações Unidas, 17-45.