09 de julho de 2026
Bairros

Réplicas de igrejas tiveram boa aceitação

Thaís da Silveira (com Agência Estado)
| Tempo de leitura: 5 min

Uma amostra da receptividade que as réplicas podem ter entre a população e os visitantes de Bauru é a reação das comunidades das igrejas que foram reproduzidas em gesso.

As peças foram encomendadas por um dos freqüentadores, Rodir Vassoler, que distribuiu exemplares entre os membros das igrejas.

Elas também foram produzidas em série e vendidas nas igrejas com o objetivo de angariar fundos para obras e reformas nas unidades.

Luiz Carlos Marques, vice-presidente da Primeira Igreja Batista de Bauru, comenta a reconstituição das diversas etapas do prédio da igreja. “Eu acho um trabalho interessante porque o pessoal que não conheceu as fases da igreja agora tem oportunidade de ver essa parte da história dela”, observa.

Ele conta que as réplicas ficaram em exposição no saguão da igreja por um período. Em março, mês em que a Primeira Igreja Batista de Bauru faz aniversário, a exposição deve ser novamente montada.

Rode Alves Chaves, freqüentadora da igreja, elogia o trabalho. “Eu achei uma coisa espetacular. É um registro do processo de melhoramento da igreja. Começou com uma capelinha bem pequena. Quando eu conheci, a igreja era bem menor. Ela foi derrubada e fizeram essa que tem hoje”, conta.

Rode tem em casa algumas réplicas, que atraem a atenção dos visitantes. “Todo mundo que chega já pergunta o que é. O trabalho é muito bem feito, caprichado. É uma coisa sensacional”, avalia.

Fundos

O pastor Sebastião Barbosa, da Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Madureira, afirma que a venda das réplicas da maquete da nova igreja (cujo projeto ainda estava no papel) ajudou a angariar fundos para a construção do novo templo, que está em obras. “Tem dado resultado. É uma coisa de grande importância para a nossa igreja”, diz.

Outro aspecto positivo, na opinião do pastor, é que o objeto é uma lembrança da igreja. “Foi um trabalho bem elaborado, desde a confecção da peça à pintura. Um negócio extraordinário e profissional, de alta qualidade”, destaca.

Para o pastor Osvaldo Dias, Assembléia de Deus do Núcleo Mary Dota, o trabalho foi marcante. “Foi uma coisa que marcou muito. É para a nossa recordação. Para ser sincero, eu nunca tinha visto um trabalho desse tipo. Todos receberam bem e gostaram”, afirma.

Assim como outros moradores de Bauru entrevistados pelo JC nos Bairros, Osvaldo sugere uma réplica do prédio da antiga estação ferroviária Noroeste do Brasil. “Seria muito bom e fundamental para nós que somos bauruenses.”

José Aparecido Moreto, freqüentador da Assembléia de Deus, também gostou do trabalho e diz que faria uma réplica da Câmara Municipal de Bauru. “É o ponto mais forte da Rodrigues, onde o pessoal pega mais ônibus. Se acontece alguma coisa, é ali”, argumenta.

Na Igreja Brasil para Cristo, assim como nas demais, as réplicas fizeram sucesso. De acordo com o pastor José Alberto da Silva, a venda das peças permitiu a reforma do templo, que antigamente tinha 60 metros quadrados e passou a ter 480 metros quadrados.

“As pessoas compravam para colaborar com a obra do novo salão. Eu mostrava para o povo que, se a gente confiasse em Deus, Deus iria usar de providências e nós iríamos construir um templo equivalente àquele da réplica”, explica.

Ele afirma que, sem o dinheiro da venda dos objetos, a igreja não teria condições de ampliar seu salão. “De maneira nenhuma teríamos dinheiro para construir. Tínhamos apenas uma árvore plantada no meio do terreno. Ele foi transformado num templo de 480 metros quadrados. “Foi realizado o sonho”, enfatiza. “Valeu muito”, acrescenta.

O pastor conta que a primeira sede da Brasil para Cristo foi a sala de sua casa, em 1999. A igreja cresceu e hoje tem três templos em Bauru.

“Eu e minha esposa começamos tudo. Começamos a chamar os vizinhos e fazer os cultos dentro da minha sala. A igreja foi crescendo e hoje temos na Nova Esperança um templo construído, temos na avenida das Bandeiras e no Jardim Carolina, que está quase no término.”

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Bauru em réplicas

O JC nos Bairros saiu às ruas em Bauru para saber que prédios ou locais da cidade a população gostaria de ver em réplicas. Os prédios antigos, como o da antiga estação ferroviária Noroeste do Brasil e o do Automóvel Club, foram os mais citados. Confira algumas respostas.

Poderia ser o Vitória Régia? Eu acho que é um lugar muito lindo e ficaria muito bonito numa réplica. Eu gostaria de ter uma na minha casa.

Jovita Pereira Castro de Lima, moradora do Núcleo Geisel

Eu escolheria a estação ferroviária. É um marco histórico. Foi a origem da cidade de Bauru. Como eu sou bauruense, eu adoraria ter uma réplica da estação.

Juliana Braga, do Centro de Bauru

O prédio do Automóvel Club. É muito bonito e a arquitetura dele é bem colonial. É uma coisa que está muito ligada ao passado da cidade. É tudo para a gente.

Marcos de Souza, morador dos Altos da Cidade

Eu escolheria o prédio da igreja Santa Terezinha. É o mais bonito e mostra uma beleza mais antiga, conservada.

Olga Barros, moradora da Vila Universitária

A Casa Pagani, onde hoje é a Pelicano, na Batista de Carvalho. É o prédio mais velho de Bauru. É um lugar que tem movimento e é freqüentado por pessoas de fora.

Irineu Belório, morador da Vila Falcão

O Garden Hotel (Quality Suites), para ficar na história. Eu acho bonito e, além disso, ele atrai turismo. É um prédio que se destaca na cidade.

Ailton Cardoso Júnior, morador do Jardim Higienópolis