A idéia de perpetuar prédios de destaque em Bauru através de réplicas em gesso ganhou apoio também do presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Bauru (Codepac), o arquiteto Nilson Ghirardello.
“Acho interessante até para você lembrar o lugar que visitou e por se tornar um souvenir muito próprio do local. Em nenhum outro lugar tem outro souvenir igual. Eu acho que é uma boa sugestão para os artesãos locais”, salienta.
Além da lembrança da cidade visitada, Ghirardello observa que a peça é um objeto decorativo. “Em cidades turísticas, a gente vê muito. Em Salvador, encontra-se muito isso e em Ouro Preto tem muitas igrejas que o pessoal faz em miniatura. No Rio de Janeiro, também a gente encontra. Eu acho muito interessante”, reforça.
Se a iniciativa fosse realmente colocada em prática em Bauru, o presidente do Codepac sugeriria réplicas das “marcas da cidade”, tais como o Parque Vitória Régia, o prédio do Automóvel Club, a antiga estação ferroviária da Noroeste do Brasil, o coreto da Praça Rui Barbosa e a igreja Santa Terezinha.
Ghirardello cita também a Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Bauru, localizada na quadra 9 da rua Cussy Júnior. Ela foi tombada pelo Codepac em maio do ano passado. “É um belíssimo prédio e até foi tombado. Ele é muito significativo ao meu ver”, avalia o presidente do conselho.
Apesar de ser uma estrutura nova, o arquiteto também acredita que seria viável a comercialização de réplicas do portal do Zoológico Municipal de Bauru. “Eu acho que (o Zoológico Municipal) é um dos lugares mais visitados por pessoas de fora”, observa.
Ele acrescenta que, além da réplica, que é uma reprodução do volume total da obra, seria possível confeccionar em gesso miniaturas da fachada dos prédios, “como um quadrinho para pendurar na parede”.
“Acho muito interessante. Mesmo que a cidade não seja essencialmente turística, às vezes as pessoas querem levar uma lembrança para casa”, argumenta.
De acordo com Ghirardello, trabalhos realizados na Universidade Estadual Paulista (Unesp), onde ele atua como professor, mostraram que edifícios históricos como o do Automóvel Club são bastante citados pelos habitantes da cidade. “Pelo que a gente percebe, esses são edifícios bem lembrados, quase sempre. Por isso é interessante trabalhar com eles”, sugere.