Existem pessoas que descobrem muito cedo o que gostam de fazer. A partir daí, a dedicação é total. Seja uma atividade artística ou esportiva, o empenho de quem pratica é intenso. São paixões que brotam na infância e, muitas vezes, acompanham a pessoa por toda a vida.
Não é difícil encontrar jovens músicos que antes mesmo de aprender a desenhar as letras já domina muito bem instrumentos que contêm alto grau de dificuldade. Outros jovenzinhos descobrem o caminho das atividades esportivas. Ginastas, bailarinas, nadadores, pianistas, futebolistas, dançarinas, enfim, pequenos artistas e esportistas encontram prazer em suas atividades, que é o que importa.
A Clara Coube Jacob tem 7 anos e é um exemplo de dedicação ao esporte. Ela é apaixonada por futebol, que aprendeu a jogar aos 3 anos, estimulada pelo irmão mais velho Thomas, hoje com 11 anos. “A gente brincava em casa ou na casa da minha avó. Ele ia me ensinando e eu gostei! Comecei a treinar no Tênis (Bauru Tênis Clube) e depois também na escola (Cisne Real)”, lembra.
Clara faz parte da equipe de futebol do Cisne Real e já participou de competições. Atuando como meia esquerda, recentemente ela foi a segunda artilheira do Campeonato da Bate Bola. “Eu tinha faltado de dois jogos, pois estava viajando, e fiz, no total, 10 gols. O melhor artilheiro, o João, fez 11 gols”, lembra a garota.
Em um time de seis meninos, Clara era a única menina do campeonato e não fez feio. Mostrou que é uma atleta dedicada e pronta para correr e fazer gols. “No final, o meu time foi o campeão”, comenta feliz.
Agora, aos 7 anos, ela estimula o irmão Nicholas, 4 anos, a jogar futebol. Juntos, os irmãos passam horas brincando na quadra de sua casa. “Eu ensino ele a driblar, roubar a bola, passar a bola para trás”, diz Clara.
Para ela, que treina regularmente às segundas-feiras, e nas terças e quintas joga na quadra da escola, o futebol é um esporte muito gostoso.
“Não é fácil, eu sou meia-esquerda e preciso correr o campo inteiro, feito louca, para pegar a bola. Ir e voltar, ir e voltar. Tem que correr bastante”, acrescenta.
Conversar com a Clara sobre futebol é muito legal, ela vai explicando as jogadas e é muito atenta a cada lance. Ter um irmão que adora futebol também ajuda, pois ela e Thomas trocam bastante informações.
“Eu não tenho paciência para assistir um jogo inteirinho, prefiro ver o primeiro tempo e depois os gols”, conta Clara. “Os meninos são mais ligados em nomes de jogadores”, acrescenta. Mesmo assim, no Jogo Solidário, após a partida principal, ela e os irmãos brincaram um pouquinho no campo contra a equipe do Denilson, que hoje atua no Bétis (Espanha) e foi revelado pelo São Paulo.
Mergulho
“Eu nado desde pequeno, há um ano treino para competição”, comenta o atleta Caio Vinícius Sanches, 13 anos. Ele é apaixonado por natação e não poupa esforços para melhorar seu tempo e seu condicionamento físico. “Nadar é muito gostoso, mas é muito difícil. Tem que se dedicar bastante, não estar acima do peso, treinar e ter disciplina.”
Caio faz parte da equipe competitiva da Moinho de Vento/Unar e treina sempre de olho no relógio. “Quero diminuir meu tempo”, comenta. Sua rotina exige treinamento em seis dias da semana. “Segunda a sexta, treino uma hora e meia e aos sábados umas três horas”, diz.
Segundo ele, nadar para competir é muito importante, porém é necessário que a equipe seja unida. “A competição e rivalidade é só na piscina, fora da água é amizade o que precisa”, diz o garoto.
Com o crescente número de competições para participar, a equipe até conseguiu patrocínio para as viagens. São empresas que apóiam o esporte. “Temos a Tilibra, Clínica Femina, Padaria Copacabana e o Gás Afonso que colaboram com a nossa equipe”, conta Caio.
Mesmo durante as férias escolares, Caio dedica-se aos treinos. “Tive uma pausa de 15 dias e já retornei”, finaliza.
Na ponta dos pés
Tudo começou aos 2 anos, quando Lorrine Mondin Fernandes, hoje com 6 anos, decidiu que iria dançar. Desde então, a pequena bailarina não pára de descobrir novos estilos e oferece dedicação total à dança.
“Eu amo dançar. Gosto de balé, sapateado, jazz, GRD. Faço aula desde pequenininha e sou apaixonada por dança”, conta, empolgada, Lorrine.
Ela é daquelas que não resistem a uma música tocando e corre para dançar. “Eu até pedi para o Papai Noel um rádio só para dançar!”, comenta.
Lorrine não sabe dizer qual a modalidade que mais gosta, pois é apaixonada por todas. “Não tem como explicar, eu gosto de todas, mas acho o sapateado mais difícil”, explica. Neste ano, ela começa a fazer aulas de street dance, o que vai exigir novos esforços.
“Acho que vai ser difícil no começo, mas é gostoso. Depois tem as apresentações”, lembra.
Para ela, a noite de apresentação é bastante tensa. “Fico nervosa, principalmente quando tenho que apresentar só com mais uma bailarina, mas depois começa e o nervoso passa. É que dá um medinho de errar!”
Para completar a paixão pela dança, em seu aniversário teve muita música para dançar e a decoração, é claro, foi toda de bailarina.
No berimbau
O Jhuan Carlos Alessandro de Freitas, que completa 3 anos no dia 14 de fevereiro, é um apaixonado por capoeira. A avó, Firmina, conta que poucos meses após ele começar a andar já sentia vontade de brincar de capoeira. “Ele tentava virar de cabeça, jogava as pernas para o alto”, conta Nina. Ele pede para colocar os CDs de capoeira e fica brincando.
“Todos os dias, ele tem que jogar capoeira, põe um joão-bobo no chão e fica gingando. Os bonequinhos de plástico formam a platéia”, acrescenta.
Jhuan começou este ano a fazer capoeira na Amukenguê e a professora Cláudia gostou de seu empenho. “Ele é muito esperto”, comenta.
Questinado sobre o que gosta de brincar, o pequeno Jhuan não hesita e diz: “Vamos jogar capoeira? Eu gosto!”