Mais uma vez uso este espaço para me manifestar. Agradeço a existência deste tipo de comunicação entre leitores que só poderia partir de um jornal com credibilidade e seriedade na sua conduta. Em outubro passado se esgotou o prazo para as novas filiações em partidos políticos visando as próximas eleições. Interessante como ocorreram alterações em todas as siglas partidárias, acontecendo uma verdadeira dança entre eles que, por conseqüência, modificaram o panorama da distribuição das cadeiras dos partidos. Últimas trocas de emergência e tudo pronto para a ciranda das eleições. Tenho comigo que estas trocas são um verdadeiro atentado à inteligência popular, pois estes políticos mudam conforme seus interesses e conveniências em nada ligando para seus eleitores, eleitores estes que os colocaram na situação de seus representantes e na hora da troca não são lembrados ou respeitados. Estreita fica a ligação entre partidos que nas suas cartilhas/programas são infinitamente distantes e deste momento em diante tudo se justifica e, acreditem, políticos de direita vão para a esquerda e vice-versa. Anteriormente à candidatura, quando ainda da procura por uma casa para concorrerem, os futuros candidatos deveriam pesquisar cada partido e deles conhecerem seus programas e intenções para então tomarem a decisão da filiação. Muitos deles fazem uso dos partidos para serem eleitos, visto que procuram o partido em moda no momento para conseguirem uma cadeira para depois, vergonhosamente, trocá-lo por outro que lhe ofereça mais para satisfazerem suas ambições. Outro fato interessante é que estes políticos, normalmente, não se contentam em mudar uma vez e cito o exemplo de uma senadora que foi eleita por um partido, no meio do mandato passou para um segundo e para concorrer a reeleição foi para um terceiro. Minha convicção passa pelo que chamam de “homens de partidoâ€, aqueles que entram nas agremiações por ideais e por acreditar nos programas partidários, e desta forma não mudando jamais de casa e para que isto aconteça devemos fazer a cadeira (mandato) pertencer ao partido, até pelo menos terem entendido que não somos eleitores bobos ou esquecidos e que sabemos os conceitos ideológicos que tanto aproximam quanto distanciam os partidos entre si e para também colocar fim nas negociatas que se originam nas propostas indecentes para que a troca aconteça. (Claudio Batista Santa Helena - RG: 5017460782)