07 de julho de 2026
Entrelinhas

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Expectativas opostas

Entre tantos aprontos para o início da campanha eleitoral de outubro, a cidade de Bauru vive um paradoxo neste começo de ano. De um lado, começa a crescer entre os nilsistas a esperança de que o prefeito Nilson Costa (PTB) possa ser candidato de novo. De outro, o vice-prefeito, Dudu Ranieri (PFL), dá como certa sua volta ao poder com uma decisão do Tribunal de Justiça (TJ).

Nilsista otimista

Um nilsista de gabinete disse ontem que se Nilson tiver um ano tranquilo no governo se credenciará a entrar na briga da elite eleitoral, que já tem o tucano Caio Coube e Tuga Angerami (PDT). Ele avalia que o prefeito teria direito a disputar mais um mandato, o que é questionável.

Outro mandato

No entendimento de outros segmentos políticos, Nilson já cumpre o segundo mandato seguido estando, portanto, impedido de disputar outra eleição como candidato ao cargo majoritário. A lei diz que se o vice assumir em definitivo até seis meses antes da eleição, conta como exercício de um mandato. Nilson assumiu antes disso, após a cassação de Izzo Filho.

Não demonstra

O prefeito tem demonstrado por onde anda que não tem a intenção de tentar uma nova candidatura, mas a ausência de um nome forte em seu grupo faz os correligionários terem sonhos eleitorais por várias noites seguidas. Depois de Nilson, o nome mais falado no grupo é o da médica Eliane Fetter Telles Nunes.

A espera de Dudu

Já Dudu Ranieri, na esperança de uma decisão da Justiça favorável a seu retorno, deverá decidir se vai encarar uma campanha à prefeitura após saber se vai retomar a cadeira número um do Palácio das Cerejeiras. Se retornar, sua candidatura é quase natural. Caso contrário, ficará uma dúvida no ar até que o próprio tome uma decisão. Há quem garanta que Dudu só vira candidato se for reconduzido.

Batendo na porta

Com a entrada dos primeiros recursos em impostos, muitos credores da prefeitura de Bauru começam a apertar o cerco ao secretário Raul Gomes Duarte Neto, das Finanças, para receber dívidas em atraso. No final do ano, a prefeitura priorizou os débitos mais urgentes, como a folha de pagamento e precatórios, para não se complicar.

“Vacas gordas”

Os três primeiros meses do ano são o “tempo das vacas gordas” em qualquer nível de governo, principalmente o municipal. Depois, a escassez toma conta dos cofres oficiais. Impostos como o IPTU e IPVA vão dar fôlego novo aos governos para começar bem 2004, último ano dos atuais mandatos de prefeito.

Acerto de contas

Este é um ano particularmente delicado para os prefeitos, uma vez que eles devem se acertar com a Lei Fiscal, que agora é observada para valer, após dois anos de tolerâncias por parte dos tribunais de contas. Se houve um grande avanço no controle legal da administração pública brasileira nos últimos anos, foi graças à temida Lei de Responsabilidade Fiscal, que pode até colocar um agente público na cadeia.