A LARGADA
Vinte times entram em campo pela rodada inagural do Paulistão-2004, sem dúvida o melhor campeonato regional do País. Ao todo, serão 21 clubes, divididos em dois grupos, na luta por um dos títulos mais tradicionais do futebol brasileiro. Na primeira fase, todas as equipes jogam entre si dentro de suas chaves. Classificam-se às quartas-de-final quatro times de cada grupo, que farão quatro partidas eliminatórias. Nas semifinais, os jogos também serão eliminatórios, mas de ida e volta, assim como na final. A grande decisão do Campeonato Paulista será em 18 de abril. No grupo 1 estão América, Atlético Sorocaba, Corinthians, Juventus, Ponte Preta, Portuguesa, Portuguesa santista, Rio Branco, São Paulo e União Barbarense. Já o Grupo 2, considerado “mais forte”, conta com Guarani, Ituano, Marília, Mogi Mirim, Oeste, Palmeiras, Paulista, Santo André, Santos, São Caetano e União São João. A bola começa a rolar à tarde, em Sorocaba, na partida entre Corinthians, atual campeão e maior vencedor na história da competição (25 títulos), e Atlético Sorocaba, que estréia na elite do Campeonato Paulista, a exemplo do incrível Oeste. O time de Itápolis, por sua vez, joga em casa contra o Santos. O Palmeiras pega o Paulista no Palestra Itália, enquanto o São Paulo tentará passar pela Ponte no Morumbi. Em Santos, uma festa portuguesa com certeza, entre a Lusa praiana e a do Canindé. O pequeno grande São Caetano é favorito contra o Mogi Mirim no ABC. Já o Guarani pega Marília no campo do bravo bugre. A rodada de hoje se completa Ituano x União São João; Rio Branco x União Barbarense e América x Juventus.
O GRANDE DUELO
Já afirmei algumas vezes, que morro de medo quando o Brasil enfrenta duas seleções: Holanda e Argentina. E na meia-noite desta quarta-feira, nossa seleção pega os platinos, no maior clássico sul-americano. Será o primeiro passo das duas equipes na decisão que valerá duas vagas para a Olimpíada deste ano. A vitória por 3 a 0 sobre a Colômbia, na repescagem, colocou algumas dúvidas na cabeça de Ricardo Gomes. Satisfeito com as atuações de Daniel Carvalho e, principalmente, de Dudu Cearense, o treinador vai mantê-los na equipe e abrir mão de jogadores que até então eram considerados titulares absolutos. Mas a maior preocupação da Seleção Brasileira é mesmo o ataque argentino, formado por Delgado, Tevez e González. Desde a primeira edição do Torneio Pré-Olímpico, disputado em 1960, no Peru, Brasil e Argentina já se enfrentaram oito vezes. O equilíbrio é mostrado nos números: três vitórias para cada time e dois empates.
FENÔMENO?
Não é só à torcida merengue que Ronaldo precisa provar muita coisa para ser considerado um craque inconteste. Língua solta como de costume, Romário colocou em dúvida, em entrevista à revista “Veja” desta semana, a qualidade do camisa 9 do Real Madrid. Historicamente, Romário aponta Pelé, em primeiro, e Maradona, em segundo, como os melhores. Em seguida, uma escolha de gosto duvidoso: o dinamarquês Laudrup, com quem jogou no Barcelona.
PAULISTANO
Paulistano do bairro da Aclimação, na Zona Sul, Roberto Rivellino, atual gerente de futebol do Corinthians, é um apaixonado pela cidade, que vai festejar os seus 450 anos no domingo. Apesar de ter conquistado os principais títulos da carreira bem longe de Sampa (campeão do mundo em 70 pela Seleção Brasileira, no México; dois títulos estaduais pelo Fluminense, no Rio de Janeiro; vencedor da Copa do Rei e duas vezes campeão do campeonato da Arábia Saudita), Riva tem um carinho especial por São Paulo. “A cidade de São Paulo é tudo para mim. Ela tem tudo de bom e de ruim. Mesmo assim, não abro mão de morar aqui por nada”.
DÁ-LHE, NORUSCA
Desta vez o Noroeste - que faz um amistoso esta noite contra o Cene, em Campo Grande - montou um time forte e de competição, para brigar pelo acesso. Gostei das contratações, principalmente de Paulista e Ti, que foram carrascos do Alvirrubro quando defendiam o Oeste de Itápolis. Foi contratado também um bom treinador, Túlio Tangioni. Resumindo: agora o clube está organizado dentro e fora do campo.
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1988: Noroeste 1 x Palmeiras 2, em Bauru, gols de César Pereira e Nenê. Ronaldo Marques marcou para o Norusca. Árbitro; Ílton José da Costa. Público pagante: 11.573. Noroeste: Rogério (Roberto Costa); César, Juliano, Edson Mariano e Paulo Mendes; Fonseca, Zimmerman (Américo) e Lívio; Reginaldo, Ronaldo Marques e Baroninho. Palmeiras: Zetti; Jairo, Toninho, Nenê e Carlos Alberto; Célio, Lino e César Pereira (Caçapa); Rodinaldo, Bizu (Murilo) e Ditinho Souza.