10 de julho de 2026
Bairros

Provão vai exigir maior integração entre cursos

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

Depois das mudanças aplicadas pelo ministro da Educação Cristovam Buarque, o Provão, exame que avalia a qualidade dos cursos superiores no País, deve ter seu foco voltado com mais intensidade para as instituições e não tanto para os alunos dos cursos, como ocorreu nos últimos anos. A professora Terezinha Zanlochi, coordenadora do curso de história da Universidade do Sagrado Coração (USC), afirma que a mudança, necessária para uma avaliação mais criteriosa, também requisitará maior integração entre os cursos.

“O Provão indica como estão os cursos e em que eles ainda podem melhorar. A nota que será divulgada a partir de agora é a do conjunto, dos alunos e da instituição”, explica.

Zanlochi é uma dos 15 professores de história de todo o País selecionados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação (MEC), para participar da avaliação das condições de ensino dos cursos da área. Ela comenta que os selecionados participaram de um treinamento em Brasília, no início de dezembro, e devem iniciar as visitas “in loco” nas universidades e faculdades a partir deste mês.

“Temos um roteiro e assinamos um termo de responsabilidade, onde nos disponibilizamos de sete a dez vezes no ano para o Inep, para fazer as avaliações das condições de ensino dos cursos de história. Devemos verificar se as instituições estão cumprindo as solicitações do MEC para um ensino de qualidade”, comenta.

A professora, que trabalha há quase 31 anos na USC, observa que o MEC apresenta alguns critérios que devem ser analisados em cada curso. Entre as condições didáticas e pedagógicas, os avaliadores verificarão como ocorrem as atividades acadêmicas de graduação, a organização do currículo, as políticas de apoio a professores e alunos para participarem de congressos, a integração com a comunidade e também a interdisciplinariedade.

“O curso tem de estar ligado a outros, com jornalismo, com artes cênicas, com geografia, com os alunos realizando projetos e trabalhos juntos. O MEC busca a integração e a universidade deve oferecer estas oportunidades, que contribuem para a formação de todos os alunos”, ressalta.

Também cabe aos avaliadores conhecer o corpo docente, as condições de trabalho dos professores, os incentivos e a relação com os alunos. As instalações também serão vistoriadas, com destaque para as bibliotecas e o acervo de materiais, os serviços disponíveis e os laboratórios específicos.

“Os alunos têm de ter acesso a laboratórios de outros cursos também, como de fotografia, de TV, de rádio, de multimeios, de geografia, oficinas de teatro. Na USC, por exemplo. Se os alunos aproveitarem tudo o que a instituição oferece, eles saem daqui com uma bagagem imensa e podem se encaixar tranqüilamente no mercado de trabalho”, diz Zanlochi.

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MEC coleta dados sobre extensão universitária

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) do Ministério da Educação (MEC) começou a coletar informações detalhadas sobre as atividades de extensão universitária. A iniciativa tem o objetivo de verificar quais instituições de ensino superior estão envolvidas com sua comunidade.

Para a coleta, foi criado um novo módulo dentro do Censo da Educação Superior especialmente para colher dados sobre programas, projetos, cursos presenciais e à distância, eventos, prestação de serviços e produtos acadêmicos. Todas as instituições que oferecem atividades de extensão devem responder o questionário, que inclui questões sobre as iniciativas, os públicos atendidos, os docentes e alunos envolvidos.

A iniciativa aborda ainda outras 51 linhas de ação, como atenção à terceira idade, educação ambiental, organizações populares, trabalho infantil, educação profissional e dependência de drogas, entre outras.

As instituições podem acessar o questionário no site www.ensinosuperior.inep.gov.br.