08 de julho de 2026
Articulistas

Apagando mosquitos!


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Bauru já tem casos suspeitos de dengue, conforme o JC nos Bairros assustou seus leitores na outra quinta-feira, baseado em informação da Secretaria da Saúde. E teria mesmo de provocar susto porque, mal iniciado o ano novo, começam a aparecer no município tais suspeitas da doença. Encontram-se no prestativo Instituto “Adolfo Lutz” exames a que estão sendo submetidas as pessoas alfinetadas pelos sintomas alusivos. Infectologistas admitem que essas primeiras amostras possam ter caráter veraz, porque são raros os municípios destituídos de condições para escapar do problema, estando Bauru incluída na situação, conforme revelou nos últimos anos. Em 2002 foram 121 os casos e, no ano passado, 146, dos quais 121 autóctones e 15 importados. Para que isso aconteça há aí a ameaça à comuna de uma porção de terrenos baldios, tanto urbanos como suburbanos, tomados por lixo e outros detritos e, conseqüentemente, geradores da infecção, dona de várias formas, uma das quais - hemorrágica - marcada por uma voracidade capaz até de matar. Contudo, pode a população colaborar para não se tornar denguista, deixando de aceitar as picadas do inseto. Pode fazê-lo simplesmente adotando o alerta do axiomático ditado popular que lembra: é preciso prevenir para não ter que remediar. Se isso se aplica com resultados positivos em tudo quanto surge na vida dos seres, por que deixaria de produzir bons frutos, também, no caso da dengue? Tem de produzir, sem dúvida, com a coletividade higienizando suas moradias e, assim, impedindo que o famoso Aedes aegypti encontre nelas água parada, prontinha para beber, e, então, morrendo de sede ao invés de matar suas vítimas. Poderia, dessa forma, a nossa formosa cidade, driblar o mosquito e tornar-se campeã nacional na grande batalha. Paralelamente com os desvelos que a população precisa adotar, eliminando quanto possível os focos ou o que possa vir a serem focos, é inegável que aos especialistas do município incumbe socorrer seus pacientes, aparentemente “dengosos”, não só com seus serviços específicos, como, também, com orientações especiais aos enfermos e seus terceiros, objetivando sustar a proliferação do mal em suas famílias e, conseqüentemente, evitar tenhamos a repetência dos lastimáveis números de 2002/2003. Que eles, certamente, não virão a ser reproduzidos tem-se esperança mediante o empenho com que estão atuando nas suas inspeções domiciliares as várias equipes do serviço público especializado, moços e moças simpáticas, competentes e diligentes no trato direto com moradores, suas moradas e seus indesejáveis “hóspedes”. É a nossa opinião.

O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.

“Quem pode entender os próprios erros? Expurga-nos, Senhor, dos que nos estão ocultos!”