07 de julho de 2026
Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Indefinições

Matéria na página 4 da edição de hoje mostra que entre muitas coisas a serem ainda definidas no quadro bauruense de candidaturas, uma delas é a incógnita sobre a permanência ou não do prefeito Nilson Costa (PTB) à frente do Palácio das Cerejeiras. Como se sabe, Nilson só está no cargo por força de uma liminar deferida pela Justiça.

À espera do TJ

Apesar de termos algumas candidaturas já solidificadas, como as de Caio Coube (PSDB) e de Tuga Angerami (PDT), por exemplo, a saída ou não de Nilson Costa da prefeitura implica ao menos duas situações, que só uma decisão do Tribunal de Justiça (TJ), em recurso da Câmara, poderá definir.

Primeira situação

A primeira situação: o time do prefeito alimenta a esperança de vê-lo candidato a prefeito ou a vice. Se ele ficar, viabilizaria pelo menos a vice, uma vez que há entendimentos de que ele não pode mais ser candidato a prefeito por ter, hipoteticamente, exercido dois mandatos seguidos. Se o TJ tirá-lo do cargo, ficaria muito difícil bancar seu nome.

Segunda situação

A segunda situação: se Nilson for mesmo removido do cargo pelo TJ, o vice, Dudu Ranieri (PFL), assumiria e em seguida se transformaria em natural candidato. Se conseguir fazer um governo-tampão com boa aceitação - o que não é difícil - potencializaria em muito sua candidatura à prefeitura. Daí o sentido da matéria da página 4.

Consultoria

A prefeitura municipal de Bauru homologou ontem a contratação da empresa Cecam Consultoria para realizar assessoria nas áreas de contabilidade, finanças e orçamento. A Cecam assumirá o serviço que vinha sendo executado pela empresa Conam.

Sutil diferença

Mas há uma sutil e importante diferença no novo contrato. A Cecam não vai realizar nenhuma consultoria para assuntos jurídico-administrativos. A prefeitura utilizou várias vezes os serviços da Conam quando surgiram divergências sobre ações jurídicas para contratações internas.

Adeus a Walter

Os vereadores que compareceram ao velório do ex-presidente da Câmara de Bauru, Walter Costa, ontem, comentaram que o ex-colega não suportou o estado de depressão após ter renunciado ao mandato no ano passado. A família preferiu que o corpo não fosse velado no prédio da Câmara, atendendo a um desejo do próprio Costa.

Amigos presentes

Costa estava com a saúde debilitada há meses e não resistiu a uma meningite, que apenas precipitou sua morte. O velório esteve cheio durante todo o dia, demonstrando que, além dos relacionamentos políticos, Walter Costa tinha muitos amigos fora da vida pública.

Dor de ouvido

O presidente da Cohab de Bauru, Rubens Rubão de Souza, teve ruídos no ouvido ontem, durante toda a manhã. É que seu telefone residencial e o celular não pararam de tocar diante do anúncio de acordo que está sendo firmado com o Ministério Público do Trabalho, que levará a 23 demissões. A Cohab vai abrir concurso para quem quiser disputar as vagas em aberto.