Os maiores prazeres na vida do corintiano são: ver o Corinthians jogar no Parque São Jorge, no Pacaembu e no Morumbi. O resto é acessório aceitável da diversão, ou do lazer. E, modéstia às favas, tem mais: derrotas e empates são resultados fortuitos, ou casuais. Segundo a filosofia da nossa religião, tais resultados e outras adversidades não frustram e, pelo contrário, revigoram o nosso caráter desportivo, tanto dentro como fora do campo, e até no além.
Em 75, quando abrimos mão do Rivelino, nós não perdemos aquele título paulista. Ao contrário do que se fala, apenas deixamos de trazer para o nosso portentoso e imbatível acervo de troféus e medalhas uma modesta taça que o Palmeiras levou como se fosse campeão do mundo em Tóquio. Todos os nossos resultados desfavoráveis são, na realidade, casuais e passageiros, bem ao contrário das nossas vitórias que são consistentes e perenes. Quase três décadas se passaram, e o Rivelino já está de volta. Viram?
Porém, a nossa real intenção ao ocupar esta Tribuna é prestar uma pequena homenagem à cidade de São Paulo, que completou ontem seus 450 anos de memorável importância para o Brasil e prestígio internacional no mundo da economia. Parabéns, São Paulo! E obrigado por sediar o melhor time do mundo, com tanto carinho! Portanto, com a nossa modéstia sempre à parte, vamos relembrar a decisão de 1954, que valia o “Título do Centenário de São Paulo”. Estava em jogo o mais importante campeonato paulista do século, embora a data fosse 6/2/55 por causa da Copa do Mundo de 54. Fizemos um a zero, gol de Luizinho, aos 9 minutos, contra o Palmeiras. O Verdão andou empatando, mas isso não nos interessa muito. Fomos campeões por um século, com: Gilmar, Homero e Alan; Idário, Goiano e Roberto; Cláudio, Luizinho, Baltazar, Rafael e Simão.
Dia destes, Leonardo de Brito, a nossa enciclopédia viva, e por quem tenho muita admiração, poderá escalar o Verdão “sapecado” nesse episódio e contar melhor por que somos os campeões do Centenário de São Paulo. (Quebra essa, Brito, que a Nação agradece!...). (Antonio Ribeiro Corrêa - RG 4.168.220)