10 de julho de 2026
Geral

Secretarias de Saúde e Administrações Regionais limitam folga de funcionários

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Adotar critérios para definir a escala de férias em períodos específicos não é uma exclusividade da polícia. Setores estratégicos da prefeitura, como as secretarias municipais da Saúde e das Administrações Regionais também limitam a quantidade de funcionários que podem gozar o benefício em janeiro.

A médica Jaíra Maria Rocco Kirchner, que está respondendo temporariamente pela Secretaria Municipal da Saúde, afirma que a programação de férias tem início em outubro, quando os profissionais do setor indicam qual é o mês de sua preferência.

Ela explica que é preciso atenção principalmente com as unidades básicas de saúde, que contam com menos funcionários que os prontos-socorros. “Em cada uma delas, temos pelo menos dois dentistas e dois clínicos gerais. Se um está de férias, o outro não pode estar. Procuramos dar 15 dias para cada um, para que os dois possam aproveitar o período, especialmente os que têm filhos pequenos”, revela.

Kirchner conta que não são apenas médicos e dentistas que têm preferência por janeiro. “Boa parte das auxiliares de enfermagem tem problemas por causa das férias nas creches que os filhos freqüentam e nós também procuramos fazer uma divisão”, declara.

Segundo ela, o fato de muitos funcionários dos pronto-socorros serem plantonistas facilita a acomodação de datas. “Os que fazem escala de 12 horas em dois dias da semana contam com o restante dos dias durante o ano todo. Para eles é mais fácil tirar férias em outro período”, argumenta.

Durante este mês, 23% dos funcionários da secretaria tiveram direito a férias. Como a grande maioria só pôde tirar 15 dias de recesso, a média por quinzena se aproxima de 11,5% dos servidores.

Jaíra diz que a principal preocupação da secretaria é com os imprevistos. “O nosso grande problema é quando a escala está programada e um funcionário tira licença médica. É quando temos que administrar as reclamações que surgem. Às vezes, você tem cinco auxiliares de enfermagem e uma está de férias. Se outra entrar em licença médica, as três restantes ficarão sobrecarregadas”, exemplifica.

O secretário municipal das Administrações Regionais (Sear), Arlindo Figueiredo, cuja pasta é responsável, entre outras tarefas, pela operação tapa-buracos, explica os critérios adotados para conceder o benefício ao longo do ano.

“Nós controlamos as férias de acordo com a necessidade dos nossos serviços. Nesta época do ano, quando as chuvas e os problemas de buracos aumentam, não há como dar férias para todo mundo”, justifica.

Segundo ele, 28 dos 155 funcionários que exercem atividades nas cinco regionais da secretaria não estão trabalhando este mês, o equivalente a 18%. “Com isso, conseguimos manter as nossas operações normalmente, sem prejuízos para o cronograma de atividades”, diz.