A chuva do final de semana e dos últimos dois dias tem agravado e aumentado os buracos de ruas de terra e pavimentadas. Há alguns dias, os moradores do Parque das Nações têm assistido uma erosão crescer e tomar parte da rua Luiz Ferrari, próximo à linha férrea.
Antônia de Fátima Ribeiro, que mora próximo ao local, se mostra indignada com a situação. Ela relata que o buraco surgiu há mais de um mês por conta de uma tubulação de água rompida, e mesmo com as constantes reclamações da população, nenhum funcionário da prefeitura ou do Departamento de Água e Esgoto (DAE) teria aparecido para verificar o problema.
“A erosão apareceu porque estourou um cano. Do jeito que está, um carro pode cair ali dentro. O buraco já está quase alcançando a linha de trem e esta é a via de acesso mais rápida para a gente chegar ao Jardim América. O descaso da prefeitura é lamentável”, opina.
Segundo a moradora, a passagem alternativa do Parque das Nações para os jardins Europa e América é pela Avenida Comendador José da Silva Martha, o que demandaria uma volta de mais de sete quadras. Antônia comenta que a erosão aumentou com a chuva dos últimos quatro dias e com o vazamento contínuo no cano estourado.
A assessoria de imprensa do DAE confirma que a erosão foi provocada pelo rompimento da rede de água no local, que também prejudicou a galeria de esgoto. Segundo a assessoria, os funcionários da autarquia já haviam providenciado uma “ligação aérea”, com a tubulação passando sobre a erosão, para não deixar os moradores do local sem água. No entanto, para reparar a rede de água e a galeria de esgoto, a autarquia necessita que erosão seja contida.
O diretor de divisão do Departamento Técnico da Secretaria das Administrações Regionais (Sear), Sérgio Lavras, ainda não estava ciente do problema no Parque das Nações. “Estamos com máquinas naquela região e vou pedir para o pessoal verificar o problema. Até amanhã (hoje) de manhã, ele deve ser executado”, declara.
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Asfalto arrancado
Os moradores da rua Vicente Savastano, no Jardim Carolina, têm presenciado o asfalto em frente a suas casas desaparecer com as chuvas. De acordo com o comerciante Dorneles Fernandes, morador da quadra 5, o problema começou com uma chuva forte ocorrida no início de dezembro.
“Foi a primeira chuva forte que caiu. As pedras e os pedaços vão se soltando do asfalto e vão parar nas calçadas das casas. Praticamente todos os moradores deste quarteirão já tentaram procurar a Secretaria de Obras e eles dizem que uma equipe vai passar por aqui, mas até agora, nada foi feito”, afirma Fernandes.
O comerciante observa que em alguns pontos a água da chuva já começa a invadir as calçadas e até provocar mau cheiro. “Em uma casa, a guia já caiu e em frente à minha casa, não vai demorar para acontecer o mesmo. A água fica empoçada e vai entrando por baixo da calçada, chegando nas caixas de esgoto. Se continuar chovendo, o asfalto vai continuar quebrando e indo embora”, opina.
O titular da Sear, Arlindo Figueiredo, esclarece que o problema específico do Jardim Carolina é com as bocas-de-lobo, que não conseguem dar vazão ao volume de água da chuva. “A água acumula sobre o asfalto e este volume provoca o problema. O caso do Carolina já vem de outras administrações, e a prefeitura tem feito tudo o que está ao nosso alcance”, defende.
O secretário diz que a chuva também atrapalha os consertos. “Quando está chovendo, não adianta levar as máquinas para arrumar as ruas. Temos que trabalhar de acordo com as nossas possibilidades para não haver mais problemas”, completa.